Situação de escola gera polêmica
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quarta-feira, 08 de setembro de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Os responsáveis pelo colégio particular Reensino, de Londrina, serão considerados ''inidôneos'', por um período de três anos, para qualquer pleito junto ao Sistema Estadual de Ensino. A decisão foi tomada no final da semana passada pela Secretaria de Estado de Educação porque a instituição manteria cursos profissionalizantes que não seriam reconhecidos pela secretaria e pelo Conselho Estadual de Educação. Segundo o chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) em Londrina, Rony dos Santos Alves, a grande maioria dos cursos do colégio estaria irregular.
De acordo com Alves, os problemas variam de curso para curso e seriam relativos à questões didáticas e administrativas: métodos e proposta pedagógica não reconhecidos pelo governo do Estado, irregularidades no modelo de trabalho, entre outros. Alves não soube informar quantos cursos do Reensino serão afetados pela resolução, mas informou que a Secretaria de Educação irá fornecer uma instrução para apontar quais serão as próximas decisões a serem tomadas principalmente a respeito da situação dos estudantes.
O chefe do NRE afirmou que alguns cursos, como os de enfermagem e de transação mobiliária, deverão cumprir o restante do cronograma de aulas em andamento, mas não poderão receber novos alunos. Outros, como os de patologia, radiologia e edificações, teriam que parar suas atividades imediatamente. Alves afirmou que alguns poucos cursos do Reensino estariam regulares, e a instrução da Secretaria de Educação também deverá contemplar a situação deles.
''Eles (os responsáveis pela escola) foram abrindo cursos e mais cursos sem ter autorização. O NRE vai fazer um levantamento do número de alunos e cursos, e, a partir da instrução da Secretaria, apontar o que vai ser feito'', comentou Alves. A resolução recai sobre o Centro Educacional W & L, mantenedora do Reensino.
O presidente da mantenedora, Willian Marques Moreira, se disse surpreso quando foi informado da resolução pela reportagem da Folha. ''Todos os nossos cursos profissionalizantes são reconhecidos e tenho documentação comprovando autorização de funcionamento pelo Conselho Estadual de Educação. Está tudo regularizado'', disse ele.
Moreira informou que, em 2003, o governo do Estado realizou uma sindicância no W & L a respeito de problemas envolvendo publicidade de uma instituição do grupo em Ivaiporã (110 km ao sul de Apucarana). Como resultado, o centro educacional não poderia abrir novos cursos profissionalizantes em três anos em toda a abrangência de sua razão social, o que inclui Londrina.
Mas o presidente ressaltou que os cursos que já haviam sido criados seguem funcionando regularmente. ''Nós prezamos muito a imagem da empresa e fazemos um trabalho honesto. Essas acusações são graves, injustas e podem nos prejudicar muito'', disse Moreira. Ele informou que a instituição tem entre 300 e 350 alunos matriculados em cursos profissionalizantes.


