Situação ainda é precária nas escolas
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2004
Vanessa Navarro<br> Reportagem Local 
A falta de profissionais e infra-estrutura nas escolas estaduais de Londrina está durando mais tempo do que previa o Núcleo Regional de Educação (NRE). Vários colégios iniciaram o ano letivo em reforma. Na segunda semana de aulas, muitos alunos ainda estão sem professores em algumas disciplinas. Já as novas equipes pedagógicas começam, somente hoje, a ser encaminhadas aos colégios. Enquanto isso, haja energia para os diretores.
''Estou levando até trabalho para casa, nos fins de semana. Sem as equipes de apoio, acumulo os serviços de orientação aos professores, atendimento aos pais, alunos com problemas disciplinares, prestação de contas e toda a parte administrativa'', enumera a diretora Luzia Maria Alves, da Escola Estadual Monsenhor Josemaria Escrivá, no Jardim Pacaembu 2 (Zona Norte).
De acordo com a diretora, quase metade dos professores do colégio são novos e chegaram após o início do ano letivo, o que agrava a situação. ''Eles não conhecem o sistema de avaliação porque não houve reunião pedagógica. É como se um engenheiro quisesse construir uma casa sem fazer um projeto'', compara.
O chefe do NRE-Londrina, Rony dos Santos Alves, informou que a convocação de 250 coordenadores e supervisores, contratados por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS), começaria ontem. ''Se Deus quiser, a situação será totalmente regularizada na semana que vem'', torce. Já a lacuna de professores, afirma Rony, não chega a 5% e deverá ser sanada em breve.
Por menor que seja, essa pequena parcela atrapalha o andamento das aulas, como aponta o diretor da Escola Estadual Benjamin Constant (Região Central), Dirceu Vivan. ''Estamos sem professor de Química e, para não deixar o aluno ocioso, apelamos para as horas-atividade de outros professores'', explica.
O colégio, que atende 700 alunos e é o segundo mais antigo da cidade, tem sérios problemas de infra-estrutura. A cada chuva forte o prédio fica alagado. O forro, inadequado, provoca um calor insuportável nas salas-de-aula. Segundo o NRE, o Estado liberou cerca de R$1,5 milhão para a construção de um novo prédio para a escola mas as obras vão levar dez meses.
Segundo o chefe do NRE, 32 escolas de Londrina receberam verbas estaduais para obras de reparo e adequação de laboratórios. Alves solicitou à Secretaria de Estado de Educação (Seed), recursos em ''caráter de urgência'' para a construção de três novas escolas, no Conjunto Jamile Dequech (Zona Sul), no Parque Universidade (Zona Oeste) e no distrito de Lerroville.


