Sitiante diz que abelhas não eram de sua colméia
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terça-feira, 26 de setembro de 2000
Silvana Leão De Londrina 
A mulher do sitiante Antonio Carlos Stutz, Cristina Stutz, afirmou ontem que as abelhas que atacaram o cabeleireiro Dilson César Figueira no último domingo, na área central de Londrina, não faziam parte das colméias existentes no quintal da casa da família.
Foi uma triste coincidência, nós também fomos atacados pelas abelhas. Estamos superconstrangidos e sentidos, porque todos estão achando que fomos os culpados. Segundo ela, os bombeiros que estiveram no local constataram que as abelhas responsáveis pelo ataque vieram de fora.
Cristina contou que minutos antes de atacar o cabeleireiro, o enxame já havia investido contra seu cachorro, um pastor alemão. As abelhas estavam em um pé de caqui que temos no quintal, bem na porta da cozinha. Meu marido foi tentar espantá-las colocando fogo em uns chumaços de papel, e uma bola delas caiu no chão, atacando o cachorro, disse.
De acordo com ela, enquanto Stutz foi para um quarto nos fundos da casa com o cachorro, Figueira foi atacado. Eu ouvi alguém gritando por socorro, mas eu gritava meu marido e ele não ouvia. Não podia fazer nada porque eu morro de medo de abelhas, disse, contando que também levou várias picadas nos braços. O cabeleireiro, que é alérgico ao veneno de abelhas, recebeu cerca de 200 ferroadas e teve choque anafilático.
Cristina explicou que Stutz ganhou as colméias de um senhor de Cambé há vários dias e pretendia levá-las para o sítio, onde tem mais umas 15 ou 20 colônias. Mas o transporte é complicado, porque tem que ser feito à noite. Além disso, ele também teve que ficar vários dias viajando a trabalho. Por segurança, os bombeiros exterminaram as colméias existentes no quintal.
As criações de animais dentro do perímetro urbano são proibidas pelo Código de Posturas do município e o responsável pelo seu cumprimento é o Setor de Concessão de Alvarás da prefeitura. Porém, segundo Márcio dos Santos Carvalho, gerente do setor, a fiscalização é feita a partir das denúncias que chegam à prefeitura. Se tivéssemos tido conhecimento da presença das colméias na casa antes de acontecer o problema, com certeza teríamos notificado o proprietário, explicou. Agora, segundo Carvalho, cabe à vítima apurar, pelos meios legais, de quem é a responsabilidade pelo ocorrido.


