Site seria usado para extorsão e prostitução
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terça-feira, 14 de setembro de 2004
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
Na internet, o site convida para o sexo. Porém, as fotos de mulheres em poses sensuais escondem mais do que costuma prometer a pornografia virtual. Por trás da proposta na rede de computadores, a Polícia Civil de Londrina investiga os crimes de extorsão e favorecimento à prostituição, entre outros. O fio dessa rede foi puxado ontem à tarde por uma equipe da polícia comandada pelo delegado-operacional Nagib Nassif Palma, que investigava a denúncia de uma jovem de 19 anos, que supostamente estaria sendo extorquida para continuar a fazer parte do catálogo do site.
Foram presos numa casa no Jardim Maria Lúcia (Zona Oeste), Paulo Roberto Mendes Fernandes, 19 anos, e Marisa Casemiro Campos, namorada do rapaz, que está grávida. Um menor de 17 anos também foi apreendido. O garoto já tinha passagem pelo Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi) por homicídio.
Para chegar ao site e aos envolvidos, a polícia investigou a denúncia da jovem que afirmava que o grupo mantinha na casa, uma moto Bizz e alguns móveis de sua propriedade. Segundo ela, o objetivo era fazer com que continuasse oferecendo serviços de acompanhante, através do site, o que na avaliação do delegado Palma pode configurar extorsão.
Além da moto, que foi encaminhada à 10 Subdivisão Policial (SDP), os policiais encontraram com o grupo, álbuns com fotos sensuais de mulheres, documentos, um celular e um revólver 38 adulterado e municiado. O menor assumiu a propriedade da arma de fogo.
'Em princípio, esse pessoal pode ser indiciado por extorsão e favorecimento à prostituição. A posse da arma de fogo sem porte também é crime. A Marisa pode responder por desobediência ao ter ficado bastante exaltada na hora da prisão', explicou o delegado Palma, acrescentando que ainda iria verificar se a situação encontrada na casa caracteriza flagrante.
Policiais tentaram acessar o site mas um problema técnico como o computador da 10 SDP não permitiu a navegação pelas páginas e não puderam verificar se também contém imagens de menores, o que configuraria crime de pedofilia. A polícia tenta agora descobrir quem é responsável por manter o site.


