Site na Internet acusa irregularidades em postos
Lúcio Horta
A polêmica sobre o preço e a qualidade dos produtos oferecidos pelos postos de gasolina de Londrina já chegou à Internet. Um site está denunciando que estabelecimentos da cidade estão sonegando impostos e vendendo combustíveis adulterados. Além disso, diz que a fiscalização é precária e divulga lista dos 19 postos de gasolina que estariam praticando irregularidades.
Localizado no endereço eletrônico http://geocities.com/Eureka/Mine/7547/, o site não tem assinatura de responsável. É claro que os nomes dos envolvidos não são divulgados, seja por medo de represália dos órgãos governamentais, seja por medo da máfia que envolve o setor de combustíveis, justifica o texto.
Em algumas páginas, há fotos de caminhões de distribuidoras de um determinado combustível dentro de postos que trabalham com marcas. Em outra, acusa juízes de Maringá e promotores de Londrina e Maringá de ajudar com liminares e mandados de segurança empresas com histórico de sonegação e adulteração de combustíveis.
Outra acusação: o site diz que há falta de vontade do promotor de Defesa do Consumidor de Londrina em elucidar os motivos que levam postos a vender combustível com preços baixos. Afirma também que um hipermercado - que recentemente montou um posto de combustível self-service - pratica dumping, ou seja, abusa do poder econômico para quebrar a concorrência.
O Procon de Londrina, como órgão de defesa ao consumidor, é uma brincadeira de criança. Os atendentes são despreparados, e apesar do Código de Defesa ao Consumidor ser um livro pequeno e de fácil leitura, os citados atendentes não tiveram o prazer de o conhecer ainda. Mas isto é um detalhe, pois seguem o exemplo de seu superior, que também não se deu a esse trabalho, diz em uma página do site.
Ao procurar denunciar donos de postos como quadrilheiros, nosso promotor se esqueceu daqueles que há muito tempo vem tirando dinheiro fácil da população, cantando o canto da sereia dos preços baixos, mas nunca mostrando o verdadeiro quadro que esconde por baixo deste milagre econômico que eles conseguem realizar em seus estabelecimentos, diz outro trecho.
O promotor de Defesa do Consumidor de Londrina, Leonir Batisti, disse ontem que tem conhecimento do conteúdo do site, embora não tenha ainda visitado as páginas. Não tenho interesse especial. O site é apócrifo e parece que foi feito a partir dos Estados Unidos, afirmou. Da nossa parte estamos fazendo o que é possível. É cômodo falar, falar, e depois dizer que denunciou e ninguém fez nada.
Leonir Batisti afirma que tem acompanhado o assunto desde que houve aumento exagerado de preços de combustíveis na cidade. Lembra ainda que já há algum tempo vinha pedindo a fiscalização da Secretaria de Defesa dos Direitos do Consumidor nos postos de gasolina, o que acabou sendo feito semana passada.
O promotor acrescenta que a Universidade Estadual de Londrina (UEL) já sinalizou que pode fazer testes de qualidade de combustíveis de postos de Londrina e região. Para isso, basta a formalização de um convênio junto à Secretaria de Defesa do Consumidor. O trabalho de fiscalização tem que ser sequencial, senão perde o valor. Daí, a necessidade desse convênio com a UEL ou então com outra entidade, frisou.
Para Batisti, o problema da fiscalização dos postos de Londrina e região deve ser observado sob quatro faces: preço, qualidade, sonegação fiscal e também identificação do combustível comercializado. O preço tem que expressar a concorrência, defende. E qualidade não tem nada a ver com preço. É possível ter adulteração com preço alto e vice-versa.Promotor de Defesa do Consumidor vem acompanhando preços e já pediu fiscalização
Arquivo FolhaDefesa do ConsumidorO promotor Ba tisti diz que a Universidade de Londrina po derá fazer testes de qualidade de combustíveis de postos de Lon drina e região: basta formali zar convênio com Secretaria de Defesa do Consumidor





