O site de pedofilia descoberto em Curitiba no dia 27 de novembro foi criado no Japão em um provedor gratuito da Internet. ‘‘A home-page que exibia fotos pornográficas de crianças foi tirada do ar pela Interpol’’, disse ontem o delegado titular do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), Harry Carlos Herbert.
Com a descoberta, Herbert informou que as investigações estavam encerradas. ‘‘Se o site voltar ao ar, é claro que vamos entrar no caso de novo’’, afirmou o delegado. Sobre a possível identificação dos responsáveis, ele declarou que a chance é bastante remota, já que a hospedagem da página foi feita na própria rede num provedor virtual que não exige qualquer tipo de identificação.
‘‘Será muito difícil encontrar esse pessoal. A Internet não tem limites. O provedor que hospedou a página era gratuito e não tem o domínio sobre ela’’, afirmou Herbert. Desde a descoberta, o Sicride chegou a trabalhar com a tese de que o site poderia ter sido produzido no Paraná ou até mesmo em Curitiba, onde foi desbaratada em março uma quadrilha de pedófilos.
Quando o rastreamento passou a apresentar problemas, o Sicride acionou a Interpol. Além das fotos, o site tem mensagens em português. ‘‘Pode ser que brasileiros residentes no Japão tenham montado a página’’, suspeita o delegado. Com cursos no exterior sobre pedofilia, Herbert diz que países asiáticos como Japão, Tailândia e a província de Hong Kong são os campeões da Internet na venda de fotos pornôs envolvendo menores.

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