Sistemas rotativos suspensos
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terça-feira, 25 de março de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Cambé - Voltas e voltas pelas ruas da região central de Cambé, Arapongas (Região Metropolitana de Londrina) e Apucarana (Centro-Norte) estressam os motoristas logo nas primeiras horas da manhã. Segundo os moradores, está cada vez mais complicado encontrar vagas de estacionamento na região central nessas cidades. As prefeituras suspenderam o sistema de estacionamento rotativo por diferentes motivos.
Em Cambé, a chamada Zona Verde deixou de funcionar em janeiro. De acordo com o prefeito João Pavinato, a intenção é reformular o sistema com a abertura de uma licitação em que empresas privadas também possam participar. A Zona Verde foi implantada em 2007 com um chamamento público voltado para entidades assistenciais e conta com, aproximadamente, 250 vagas. "O rendimento total não era suficiente para manter o sistema", justificou.
Um projeto de lei para regulamentar mudanças no modelo adotado em Cambé deve ser encaminhado à Câmara Municipal nesta semana. Após a discussão e aprovação da proposta, será necessário abrir um edital para licitar o serviço. "O sistema vai ficar suspenso até a escolha da empresa. Não vou fazer contrato emergencial. O risco não justifica a pressa", garantiu Pavinato.
Dispensa
Já a Prefeitura de Apucarana decidiu fazer uma dispensa de licitação para resolver o problema de forma parcial. Por lá, a chamada Zona Azul conta com 970 vagas e parou de funcionar no início de fevereiro. O embate entre a empresa e a prefeitura foi parar na Justiça.
Segundo o procurador Jurídico do Município, Paulo Sérgio Vital, foram encontradas falhas no contrato. A empresa teria reduzido em 5% o valor do repasse que deveria ter sido feito à prefeitura. O montante era calculado segundo o faturamento total obtido na administração do serviço. "Nós fizemos uma execução fiscal para cobrar os R$ 864 mil devidos desde 2006 e uma ação civil pública de improbidade administrativa contra prefeitos das gestões anteriores", declarou.
Com o rompimento do contrato, a empresa Explora Participações em Tecnologia, com sede em Brasília, passará a administrar o serviço de forma emergencial a partir de 7 de abril. Conforme o procurador jurídico, serão gastos, aproximadamente, R$ 860 mil durante os seis meses de atividades. A cobrança será feita por meio de talões de papel. A intenção é que a próxima empresa substitua os atuais parquímetros por equipamentos mais modernos. "As reclamações eram constantes. Não havia tolerância de 15 minutos e os parquímetros engoliam moedas", contou. Representantes da empresa não foram encontrados ontem para dar entrevista.


