Sistema transmite cirurgia em tempo real em hospital
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segunda-feira, 09 de abril de 2001
Luciana Pombo De Curitiba 
O Hospital de Clínicas (HC) inaugurou ontem o Sistema de Telemedicina que irá integrar ações cirúrgicas com transmissões em tempo real em dez pontos distintos do prédio central do hospital. O programa de transmissão via pulsos telefônicos começou a ser testado em outubro de 1999, juntamente com o Hospital St. Jude Childrens Research, nos Estados Unidos. Ele envolve uma série de atividades que vão desde o ensino médio a distância até teleconsultas multidisciplinares.
Os equipamentos e os pontos de transmissão foram custeados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação (MEC). Os recursos implementados somaram cerca de R$ 400 mil.
O sistema de telemedicina foi implantado para área cirúrgica. Um professor poderá explicar todos os passos de uma cirurgia para seus alunos em tempo real. Este sistema traz uma interação completa entre a pós-graduação e a graduação e obedece às normas da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação, afirmou o titular do departamento de cirurgia do setor de Ciência e Saúde da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Osvaldo Malafaia.
O sistema de pulso telefônico é mais econômico do que a transmissão via satélite e pode ser utilizado para repassar dados para qualquer local do Brasil e do Mundo. Transmitir para os Estados Unidos ou para Campo Largo não tem diferença para o sistema. E o custo é 10% menor, explicou Antonio Carlos Campos, coordenador do programa de pós-graduação em Clínica Cirúrgica da UFPR.
Os professores passarão por dois treinamentos distintos: um para usar e outro para dar aula com o novo equipamento, que permite a videoconferência. Eles poderão passar pela disciplina de vídeo em cirurgia, que tem duração média de duas semanas com vagas para até 60 alunos por ano.
Além de qualquer tipo de cirurgia, o equipamento poderá ser ligado para transmissão simultânea de exames de endoscopia, radiologia e em salas de aula. Ele ainda poderá ser usado para troca de informações entre hospitais de várias partes do mundo, principalmente sobre casos raros na medicina.


