Sistema público não tem vacina contra o tipo A
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quinta-feira, 30 de agosto de 2001
Célia Guerra<BR>De Londrina 
A vacina contra a hepatite tipo A não está entre as vacinas oferecidas pelo sistema público de saúde. O alto custo do produto é, na opinião da gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, Josemari de Arruda Campos, a principal razão. A imunização pode ser feita a partir do primeiro ano de vida e exige duas doses da vacina. Em clínicas particulares, cada dose custa em média R$ 50,00.
Em Londrina, no ano passado foram registrados 390 casos que passaram pelas unidades básicas de saúde. Este ano, segundo dados preliminares fornecidos pela gerente, já ocorreram 119 casos da doença. Josemari admite que o número pode ser maior, pois há os casos atendidos fora dos postos de saúde e que nem sempre são comunicados à Vigilância.
A médica infectologista Dayse Souza de Pauli, afirma que a doença é considerada ''benigna'', já que não leva a quadros crônicos e a cura é de quase 100%. Ela destaca que em uma porcentagem mínima de pessoas a hepatite A pode se manifestar de forma grave, provocando até mesmo a morte. A contaminação por vias oral e fecal resulta da falta de saneamento básico e cuidados com a higiene.
Em países como o Brasil, segundo a médica, cerca de 80% da população já se contaminou sem apresentar sintomas, ou eles foram confundidos com uma gripe. O vírus que provoca a hepatite A, de acordo com Dayse, tem um ciclo de vida curto e permanece no sangue por cerca de quatro dias. O investimento nas melhorias do sanemento básico da população, na opinião da médica, seria mais barato e eficaz que a vacinação, além de evitar outros tipos de doenças.
Pessoas portadoras do vírus da Aids, câncer ou que moram em asilos e abrigos podem ser vacinados através do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). O Centro funciona no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O atendimento é aberto a toda a região norte do Estado.


