Curitiba Representantes de órgãos públicos ligados à área da Justiça e Segurança da Argentina, Chile e Paraguai se reuniram ontem, em Curitiba, com o secretário de Estado da Segurança Pública, José Tavares. O objetivo do encontro foi a troca de informações sobre experiências bem sucedidas no sistema prisional.
Segundo o governo, o Ministério da Justiça escolheu o Paraná para a visita dos técnicos dos países vizinhos por causa do seu projeto de terceirização das novas penitenciárias. Este foi o terceiro encontro envolvendo autoridades dos países do Mercosul. O primeiro foi realizado no Chile e o segundo na Argentina.
Tavares falou da proposta de ``gestão compartilhada`` entre governo e iniciativa privada na administração das unidades prisionais. O modelo foi implantado inicialmente na Penitenciária Industrial de Guarapuava e, hoje, abrange outras cinco unidades (Foz do Iguaçu, Cascavel, Penitenciária Estadual de Piraquara e casas de custódia de Curitiba e Londrina). ``Tínhamos e ainda temos problemas prisionais sérios, mas a situação hoje é bem mais confortável``, disse o secretário.
Além da terceirização, Tavares destacou a importância da nova concepção dos presídios que, para ele, têm que ser ``seguros e humanizados``. De acordo com a assessoria de imprensa, cerca de 70% dos internos do sistema penitenciário do Paraná trabalham e/ou estudam e 30% estudam. Na unidade de Guarapuava, por exemplo, Tavares garantiu que o índice de reincidência é de aproximadamente 2%.
O secretário reconhece que a situação ainda não é a ideal, principalmente, porque cinco mil presos ainda estão em carceragens de distritos e delegacias. No entanto, Tavares comemora o avanço que conseguiu nos três anos em que esteve à frente da secretaria. Quando assumiu a pasta eram cinco mil presos nas penitenciárias e sete mil em cadeias. Hoje, são 6,5 mil detentos em presídios e 5,5 mil nas cadeias. Tavares não admitiu que ainda haja problema de superlotação nas cadeias, com exceção de algumas ``situações localizadas``.
Tavares garantiu que as obras da nova unidade do sistema penitenciário e da reforma da Penitenciária Feminina, ambas em Piraquara (região metropolitana) já foram retomadas e deverão estar concluídas até a segunda quinzena de dezembro. As obras foram embargadas pela prefeitura de Piraquara porque não tinham licenciamento ambiental.

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