O uso e o ensino do Sistema Braille vem sendo debatido entre deficientes visuais de todo o mundo. Segundo dados da Federação Nacional dos Cegos dos Estados Unidos (NFB, na sigla em inglês), 90% das crianças deficientes visuais naquele país não aprendem mais a ler e escrever. O motivo da mudança é a chegada das tecnologias como o audiolivro ou softwares que leem textos - inclusive e-mails - em voz alta.
O presidente da NFB, em artigo publicado na revista Superinteressante, acredita que a falta desse conhecimento pode prejudicar a formação da pessoa. ''O problema é que essas novas ferramentas ofecerem um tipo passivo de leitura, ao contrário do braille, que permite uma leitura ativa. Com ele, o cérebro recebe as informações de forma diferente: além do conteúdo, absorve também as letras, a pontuação, a estrutura do texto.''
O administrador do IPC, Enio Rodrigues da Rosa, admite que ele próprio utiliza pouco o braille, principalmente por ter perdido a visão tardiamente. Mas reconhece que o computador não supre todas as necessidades.

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