Sistema misto fará coleta de lixo em Guarapuava
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segunda-feira, 17 de setembro de 2001
Cláudia Carneiro (BR) Especial para a Folha (BR) De Guarapuava 
Nem serviço público, nem privatização. Em Guarapuava, a coleta de lixo passará a ser gerenciada por intermédio de uma parceria entre a prefeitura e a iniciativa privada. A idéia é aproveitar a capacidade de investimento dos empresários para melhorar o serviço a curto prazo, mantendo a operação com a própria administração pública, através de uma companhia municipal de economia mista. O sistema garantirá a locação de equipamentos mais modernos e a operação do aterro sanitário, que também passará a ser feita por uma empresa privada.
Segundo o secretário municipal de Obras, César Sanchez, a intenção é lançar a licitação ainda este ano, assim que seja expedida a ordem de serviço para a implantação do aterro. Várias empresas estariam se cadastrando junto a Companhia de Serviços de Urbanização de Guarapuava (Surg).
''Dependemos do aterro porque o investimento da iniciativa privada está condicionado à obra'', explica o secretário.
A Câmara de Vereadores já aprovou a lei que permite contratar uma empresa para prestar o serviço de coleta de lixo doméstico. Essa mesma lei determina que o município seja o responsável pela coleta de resíduos sólidos recicláveis, em apoio à Associação de Catadores. Criada em meados da década de 90, a associação contava com alguns ''aproveitadores que escravizavam os catadores, que recebiam valor ínfimo pelo que coletavam'', afirma Sanchez, dizendo que, hoje, uma comissão fiscaliza e garante que haja justiça na distribuição dos resultados.
É a própria associação que gerencia o processo e faz os pagamentos. Conforme o secretário, o novo gerenciamento rende aos catadores mais empenhados uma renda mensal de R$ 500. Com a vigência dos sistema misto, a prefeitura repassará dois caminhões da coleta tradicional para a reciclagem, agilizando os serviços. ''Vamos buscar o fortalecimento da Associação de Catadores'', anuncia o secretário do Meio Ambiente, Mauro Batistelli.
A idéia é trabalhar também em parceria com as associações de moradores, expandindo o projeto para outros bairros da cidade. Uma parceria com os condomínios também está sendo estudada para que cada complexo residencial adote um catador.


