Kraw PenasTradiçãoFernandino Costa já restaurou os relógios das igrejas do Bom Jesus e do Portão e vem de uma família tradicional de restauradores de relógios antigos e caixas de música. Segundo ele, o relógio atual é do início do século e está sucateado. ‘‘Se não fosse recuperado, o relógio pararia dentro de poucos meses’’, garanteEm três meses a Basílica Menor de Curitiba, na Praça Tiradentes, terá um sistema digital para controlar os relógios de suas duas torres e o toque dos sinos. O sistema será semelhante ao instalado na catedral de Notre Dame, em Paris, e superior ao da Abadia de Westminster, em Londres. O carrilhão de sinos será acionado a cada 15 minutos e haverá toques especiais para casamentos, batizados, funerais e festas. O relógio antigo será restaurado e colocado em exposição na sacristia da Basílica.
O relojoeiro Fernandino Costa, responsável pela substituição do relógio, já restaurou os relógios das igrejas do Bom Jesus e do Portão e vem de uma família tradicional de restauradores de relógios antigos e caixas de música. Os equipamentos estão sendo importados de Portugal. Segundo Costa, a troca do sistema não é uma extravagância, mas uma necessidade, pois o atual relógio é do início do século e está sucateado. Além de apresentar vários pontos de ferrugem, houve alteração na compensação dos pesos que movem os sinos e alguns dispositivos estão remendados com arame. ‘‘Se não fosse recuperado, o relógio pararia dentro de poucos meses’’, garante.
O novo equipamento tem precisão quase absoluta, podendo apresentar uma variação de até três segundos por ano. Outra modificação será no acionamento dos sinos, que passará a ser feito por martelos em vez dos motores que atualmente controlam o movimento. O sistema pode programar a mudança automática do horário de verão, no caso de datas fixas para o início e fim do período. Em alguns anos, o equipamento poderá ser atualizado com a instalação de uma antena receptora para obter a hora certa via satélite. Com isso, a precisão passará a ser absoluta. No futuro, o sistema também permitirá o aumento no número de sinos na torre esquerda da Igreja (hoje com quatro sinos e sem relógio), podendo tocar até a marcha nupcial.
Quem apreciou a idéia do novo sistema foi o segurança da catedral Onofre Marques de Souza, de 67 anos, que duas vezes por semana sobe 90 degraus para dar corda nas três engrenagens que dão movimento aos ponteiros do relógio e batem os sinos, a cada 15 minutos. Nos últimos quatro anos a rotina vem sendo a mesma, e Souza espera ansioso pelos novos relógios. ‘‘Já faço muito exercício andando pela catedral e este não vai fazer falta’’, comemora.

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