Curitiba

Albari RosaApuraçãoProjeto de integração metropolitana do transporte coletivo já foi aprovado pelo Banco Mundial, mas está retido no SenadoDiariamente, os ônibus do sistema de transporte coletivo na Região Metropolitana de Curitiba levam 1,9 milhão de passageiros de casa ao trabalho e do trabalho para casa. Filas de ônibus e terminais lotados de passageiros, principalmente nos horários de pico, demonstram que o sistema já está saturado e necessita de uma reestruturação.
Nos horários de pico (das 6h às 8h30 e das 17h às 19h30), os terminais do Pinheirinho, Portão e Capão Raso (que fazem a integração entre Curitiba e outros municípios) chegam a receber 11 mil passageiros.
O diretor de operações da Urbs (empresa que gerencia o transporte coletivo em Curitiba e Região Metropolitana), Euclides Rovani, reconhece que o sistema precisa ser ampliado e revisto. Ele lembra que o projeto de integração metropolitana do transporte coletivo já está pronto e aprovado pelo Banco Mundial, mas continua retido no Senado.
Orçado em U$ 240 milhões, o projeto prevê a abertura e pavimentação de vias entre os municípios, a modificação da estrutura urbana e a construção de terminais de ônibus. ‘‘As obras deveriam ter iniciado em janeiro deste ano e poderiam estar concluídas no final de 1998, mas estamos aguardando a liberação dos recursos’’, observa o diretor de operações da Urbs.
Segundo ele, a maior preocupação é criar vias alternativas ligando os municípios vizinhos da Região Metropolitana, sem passar por Curitiba. ‘‘O objetivo é descarregar a concentração de Curitiba, diminuindo a demanda de passageiros que hoje passam pela cidade para ir à outra cidade’’, explica.
Em Curitiba, a Urbs deve abrir licitação no próximo mês para as obras de ampliação e recuperação nos terminais de Santa Candida, Pinheirinho e Boqueirão.
Horários - Outra alternativa proposta pela Urbs para desafogar o sistema de transporte coletivo é um reescalonamento dos horários do comércio, indústria e serviços. De acordo com uma pesquisa do Ippuc, 40% dos estabelecimentos comerciais estão abrindo as portas às 8h - lei municipal determinando a abertura às 9h. Segundo Euclides Rovani, essa é uma das causas das superlotações de ônibus entre 6h40 e 7h20. No principal horário de pico, 100% da frota está nas ruas (1,9 mil ônibus). Uma hora mais tarde, com a diminuição da demanda, metade dos veículos volta à garagem. ‘‘Se todo o comércio abrisse às 9h e as indústrias e obras de construção iniciassem o trabalho às 7h, haveria uma melhor distribuição de passageiros, com menos lotação e sem aumento dos custos operacionais’’, diz ele.
A Urbs está negociando com a Associação Comercial do Paraná (ACP), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e outras entidades de classe para chegar a um acordo sobre a escala de horários, mas ainda não há uma definição sobre o assunto.

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