Sistema de semáforos está defasado
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sexta-feira, 01 de novembro de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - Existem filmes hollywoodianos nos quais personagens invadem uma central computadorizada para controlar o sistema de semáforos da cidade com o objetivo de promover o caos. Em Londrina isso não poderia ser feito. Não porque a cidade conta com dispositivos contra invasões supersofisticados, mas porque o sistema de semáforos da cidade não está ligado a uma central computadorizada.
Os equipamentos são acionados por controladores simples ou, pior que isso, por um sistema eletromecânico. A exceção fica por conta de uma central denominada DET, que controla o fluxo de veículos no cruzamento das avenidas Juscelino Kubitscheck e Higienópolis, na área central da cidade.
Com isso o fluxo do trânsito não pode ser liberado ou retido conforme a quantidade de veículos que circulam pela rua, mas apenas pelo tempo que é calculado conforme estudo elaborado pelo Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). Este intervalo varia de 74 a 88 segundos.
Hoje são 227 semáforos instalados na cidade. Segundo a assessoria de comunicação da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização, o custo de implantação de cada semáforo gira em torno de um patamar que varia de R$ 10 mil (com controladores simples) a R$ 30 mil (ligados a uma central computadorizada). A estimativa de vida útil de um semáforo é de cerca 15 anos, mas existem alguns em funcionamento na cidade que são bem mais antigos que isso. Conforme alguns equipamentos ficam obsoletos para o uso no Centro de Londrina, são encaminhados para áreas periféricas, onde ganham sobrevida.
Este ano a CMTU ainda implantará quatro equipamentos, que ainda dependem de adequação de geometria, responsabilidade da Secretaria de Obras. Outros quatro dependem de recursos para a aquisição e outros três já estão no almoxarifado da prefeitura para serem instalados até o final do ano.
O diretor de Trânsito do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), João Ulisses Lopes, explicou que o órgão e a CMTU têm trabalhado em conjunto e que à medida que os semáforos forem substituídos, serão estabelecidas as centrais controladas de semáforo, que seriam computadorizadas. Ao todo seriam substituídos 200 semáforos.
Em um intervalo de oito anos, a quantidade de semáforos aumentou de 192 para 227 - um crescimento de 18,22%. No entanto, nesse intervalo a frota londrinense passou de 180.964 veículos para 336 mil veículos, um crescimento de 85,67%.
O diretor de trânsito da CMTU, major Arnaldo Sebastião, afirmou que não há verba disponível para modernizar o sistema de semáforos da cidade. Somente o planejamento para a troca dos equipamentos, segundo ele, custaria R$ 200 mil. Para colocar o que for projetado em prática, o valor seria de aproximadamente R$ 8 milhões.
"Nós só retomaremos essa discussão a partir do ano que vem", destacou. Ele não quis prometer quando esse planejamento seria concluído e quando seria implantado. "Não dá para prometer nada ainda."


