Quem passar pela Rua 15 de Novembro, no Centro de Curitiba, vai notar a presença de luminárias brancas, de formas arrendondadas, instaladas nos edifícios. Trata-se de uma rede de câmeras instaladas, num trecho de mil metros, entre as praças Santos Andrade e Osório, que visa reforçar a segurança no centro da cidade.
O sistema recebeu críticas de alguns setores, que consideram que ele viola a privacidade dos pedestres. Segundo a prefeitura, seu principal objetivo é reduzir o número de furtos e atrair novamente os consumidores para o comércio central da cidade.
Foram instaladas 14 câmeras, interligadas por fibra óptica. O sistema vai monitorar uma área de 20 mil metros quadrados. Entrará em fase de testes a partir de amanhã e, em operação de forma definitiva, até meados do próximo mês. Ele completa o item segurança, previsto no plano de revitalização da Rua 15, que promoveu obras de calçamentos e paisagismo.
O coordenador do Instituto de Planejamento e Pesquisa Urbana de Curitiba (Ippuc), João Govoni Júnior, que esteve vistoriando as instalações, pretendia iniciar os testes ontem. Mas um atraso nas obras impediu a realização dos testes. Govoni afirmou que o sistema de seguraça é pioneiro no País, sendo muito utilizado nos países da Europa. ‘‘Só a Inglaterra conta com 3 mil câmeras de segurança, entre várias cidades.’’
O sistema de segurança no centro de Curitiba está sendo implantado pela prefeitura, em parceria com a Polícia Militar, que vai operar a vigilância. Os casos suspeitos serão comunicados, via rádio, aos policiais de plantão. O sistema é interligado a uma central equipada com monitores de vídeo, controlados por computador, instalada na Praça Osório. Através de seis monitores de vídeo, com tela de 17 polegadas, e um monitor maior, com tela de 37 polegadas, dois policiais militares fazem todo o controle dos movimentos suspeitos no trecho onde foram instaladas as câmeras.
A central vai operar 24 horas, sempre com duas pessoas em cada turno. Os policiais controlam as câmeras e fazem a comunicação dos casos suspeitos. O projeto consumiu investimentos de R$ 400 mil, na instalação das redes de fibra óptica, aquisição dos monitores de vídeo e das camêras. O custo individual de cada câmera é de R$ 20 mil.
Todas as imagens captadas pelas câmeras serão gravadas e as fitas guardadas em arquivo por até seis meses. Numa segunda etapa, o sistema será interligado a um banco de dados, que permitirá à PM identificar pessoas que estão sendo procuradas pela polícia. O sistema de segurança da Polícia Militar será integrado à área social da prefeitura, que visa dar uma oportunidade de recuperação aos infratores.