A Escola Municipal Francisco Escorsin conta hoje com 308 alunos de 1 a 4 séries e 22 professores, 15 cursando pedagogia na Unopar. Num giro pelas dependências da escola, percebe-se a falta de estrutura física. As mesmas salas que de manhã abrigam alunos de 5 a 8 séries e colegial, do Colégio Estadual Papa Paulo VI, à tarde dão lugar aos estudantes municipais.
Eles assistem aula de portas abertas, pois não há maçanetas, e também em meio ao lixo deixado pelos estudantes da manhã, pois não há tempo para faxina. A falta de cortinas também impede os alunos de enxergarem a lousa.
A pedagoga Maria Imaculada Alves Cardoso assumiu a diretoria da escola municipal há apenas dois meses. Nesse período, só teve tempo de ''colocar a escola em ordem'', como ela definiu, mas contou que o colégio passou por uma reforma recente.
''Inclusive as obras da quadra coberta começaram no início do ano, mas estão paralisadas'', disse. Enquanto isso, os alunos têm aulas de educação física no campo do Estádio Municipal, que fica ao lado do colégio. ''Mas os horários também são divididos com as crianças do Peti'', completou a coordenadora pedagógica, Ister Nunes de Araújo.
Em sistema de rodízio, por causa da falta de espaço, as quartas séries se revezam em aulas no antigo laboratório do colégio estadual, que virou sala de aula improvisada. Mais ampla e arejada, a classe fica numa espécie de porão e o barulho das salas de cima atrapalha a explicação da professora.
''As crianças não reclamam, até gostam porque a sala é maior e mais arejada, mas as pisadas do pessoal lá em cima fazem eco aqui embaixo. A gente tem que aceitar o que nos dão, afinal, escola compartilhada é assim'', lamentou a professora Cleonice Nunes de Araújo Melo.
No próximo bimestre, outra turma ocupará o espaço e os alunos da quarta série irão para uma classe no piso superior. ''Para montar a sala aqui, tivemos que mudar o laboratório para a sala de vídeo e não temos mais sala de vídeo. Quando a professora pede, levamos a tevê e o dvd na sala de aula'', informou a diretora.
Segundo ela, a Prefeitura pretende contratar uma instituição de ensino de Ribeirão Preto (SP) para capacitar os professores, além de fornecer materiais didáticos para docentes e alunos. O resultado da possível parceria deve sair ainda neste mês. (M.G.)

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