Curitiba O sistema de rodízio em Curitiba e Região Metropolitana voltou a funcionar ontem, às 14 horas. A medida havia sido suspensa no último dia 18, em função das chuvas que caíram na região. A ordem dos dias de rodízio permanece para todos os grupos de bairros. Neste período, a Sanepar utilizou a água captada na bacia incremental, já que choveu na região 28 milímetros. Segundo nota enviada à imprensa, a barragem do Iraí foi reaberta ontem e as duas barragens, do Iraí e Piraquara I somam 31,7% do volume total disponível.
De acordo com o gerente da Sanepar para Curitiba e Região Metropolitana, Antônio Carlos Gerardi, ''a chuva da semana passada nos deu uma trégua. O grande ganho foi ter deixado de usar a água das barragens por quatro dias.'' Hoje, entra no rodízio o Grupo 5. Ficam sem água parte dos municípios de Pinhais, Piraquara e São José dos Pinhais. Em Curitiba, parcialmente serão atingidos os bairros Cajuru e Uberaba.
As chuvas dos últimos dias colaboraram para que o rodízio permaneça suspenso em Medianeira (Oeste). Na região de Pato Branco, a situação também é estável. Já a região de Francisco Beltrão ainda está sob alerta. As chuvas recuperaram os mananciais em 25% a 30%, o que serviu para aliviar e afastar a possibilidade de alguns municípios entrarem no racionamento. No entanto, a Sanepar lembra que alguns rios tiveram redução de 80% do volume total, como o Rio Siemens, que abastece as cidades de Capanema e Planalto, e com as chuvas, ficaram com o níveis ainda abaixo do normal.
Medidas operacionais tomadas pela Sanepar que evitaram a entrada de alguns municípios do Norte e Norte Pioneiro no esquema do racionamento de água. O Rio Barreirinha, que abastece Curiúva, na região de Cornélio Procópio, está com apenas 40% da sua vazão normal e tinha risco de entrar no sistema de rodízio. A situação grave foi sanada com uma ação emergencial da companhia, que captou a água de um rio de menor volume, nas proximidades, direcionando para o Barreirinha e reforçando a vazão do rio.
Segundo o gerente regional de Cornélio Procópio, Milton Borghi, a medida afastou por dois meses o risco de racionamento na cidade. ''Desde de sexta-feira começou a funcionar o reforço no Barreirinha. Jogamos um rio dentro de outro rio e com isso a vazão passou para 60 metros cúbicos por hora, o suficiente para abastecer a cidade, de 9 mil habitantes'' explica ele, acrescentando que não choveu nada na região de Cornélio Procópio. ''Sapopema também está em alerta porque a água do rio não passa mais pela barragem. Com a água armazenada é possível evitar o racionamento por 30 dias'', informou.
No Norte Pioneiro, o Ribeirão Grande, que abastece Ibaiti, apresenta apenas 15% da sua vazão normal, de 400 metros cúbicos/hora caiu para 60. Por isso a Sanepar vem desenvolvendo medidas para evitar o racionamento. A solução encontrada foi reforçar um ponto secundário de captação do Ribeirão, que já existe desde 1985, a oito quilômetros da estrutura principal de captação.

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