Londrina - A coleta seletiva em Londrina existe desde 1996, que na época utilizava a mão de obra da polêmica Frente de Trabalho (funcionários que foram contratados pela prefeitura sem concurso público) e os caminhões anunciavam a chegada pelo barulho dos sinos.
A inclusão social dos catadores teve início apenas em 2001, quando o Ministério Público intercedeu e a prefeitura assinou um termo para a retirada de 60 catadores que atuavam no aterro municipal da Estrada do Limoeiro, garimpando o material reciclável que vinha misturado junto com o lixo comum. Na época os catadores foram estimulados a se organizarem em ONGs. Na época, segundo informações da prefeitura, foram criadas 13 ONGs reunindo 238 pessoas entre catadores e alguns moradores de bairros. No ano seguinte surgiram outras 10 ONGs com 186 pessoas; em 2003 duas ONGs, totalizando 42 pessoas; e em 2004, uma nova ONG com 8 pessoas. Foi um período em que a coleta se mostrou eficiente e a população já havia se acostumado a separar o lixo.
Em 2009, foram fundadas as primeiras cooperativas de catadores. A alegação era que as ONGs funcionavam irregularmente. A partir disso houve um processo de imposição para que todas as associações e ONGs se convertessem em cooperativas, mas como não havia consenso entre prefeitura e os catadores houve uma queda da qualidade na coleta. Sacos e mais sacos passaram a se acumular diante das casas. Também era comum os sacos de recicláveis serem coletados pelos caminhões de lixo comum, indo parar no aterro. Isso fez com que muitas pessoas voltassem a misturar o rejeito com o material reciclável. Uma lástima para um sistema de coleta que foi um dos primeiros do país, chegou a ser considerado modelo pelo governo federal e ganhou prêmios.

Condições
Atualmente, a coleta é realizada por duas cooperativas – a Cooper Região, responsável pelo recolhimento em 103.540 domicílios, e a Cooper Oeste, que faz o trabalho em 106.151 residências. Segundo a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), cerca de 80% do lixo levado para a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) poderia ser reciclado. Cíntia Lopes Viotto, supervisora da coleta seletiva, diz que são recicladas por mês cerca de 600 toneladas de material.
"Queremos que o material chegue em melhores condições, por isso quando somos informados de que em determinado local há problemas, orientamos os moradores. Os catadores também distribuem um folheto com informações sobre a separação e o dia em que o material será coletado", contou.
Cíntia explica também que no caso de dúvidas se o material pode ou não ser reciclado, como isopor, a recomendação é destinar para a coleta seletiva. "Os catadores farão a destinação correta. (Colaborou E.G.)

Serviço:
Informações sobre a separação, coleta ou reclamações pelo fone (43) 3379-7969.

mockup