Curitiba Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança e do Adolescente, promotor Olympio de Sá Sotto Maior Neto, o que está se propondo para o Paraná é uma ''verdadeira revolução no sistema de atendimento sócio-educacional para os adolescentes em conflito com a lei''. Segundo ele, o sistema atual não atende as exigências legais do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Embora defenda como necessária, Sotto Maior Neto entende que a medida de internação, na forma como vem sendo conduzida, acaba segregando ainda mais o adolescente. ''O sistema funciona na base da contenção física e de práticas violentas. Com isso, o adolescente acaba achando que deve responder com violência aos conflitos do cotidiano. Muitos deles acabam absorvendo a identidade de infrator, pois é dessa maneira que ele são tratados'', avaliou.
O promotor defende, também, que os governantes passem a cumprir o preceito constitucional de priorizar as políticas para a área da infância e adolescência. Nesse aspecto, ele considera como um importante avanço o entendimento recente dos tribunais superiores de que os governantes estão vinculados às políticas traçadas pelos conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente. ''Muitos defendem que lugar de criança é na escola. Eu defendo que lugar de criança é nos orçamentos públicos'', declarou. Para ele, garantir os direitos fundamentais saúde, educação e lazer ''é a verdadeira forma de evitar a criminalidade''.(A.L.)

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