Enquanto na Capital o geoprocessamento já dá seus primeiros resultados, nas bases da Polícia Militar no interior a situação é diferente. Nas principais cidades interiorianas Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu os policiais militares apenas ouviram falar da ferramenta que promete fornecer mapas atualizados dos principais locais de crimes no Paraná. Nessa regiões, o trabalho ainda depende essencialmente dos dados estatísticos obtidos através da tabulação das ocorrências registradas.
Em Londrina, o setor de comunicação social do 5º Batalhão da Polícia Militar informou que ainda não trabalha com base nos dados do geoprocessamento e que não recebeu nenhum comunicado oficial sobre quando deverá ter disponível o sistema informatizado. No 14º Batalhão da PM em Foz do Iguaçu, o tenente Luiz César Gonçalves, do Serviço Reservado, comentou que a situação é semelhante e que todos ''estão ansiosos em receber o sistema''. A mesma coisa ocorre no 4º Batalhão da PM, em Maringá.
A realidade contrasta com a declaração do secretário estadual de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, à Agência Estadual de Notícias (AEN) de que o geoprocessamento foi implantado e mapeia o crime em Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá e Foz desde julho de 2003. No final do dia, a assessoria da Secretária de Estado de Segurança Pública explicou que o sistema está sendo organizado nestes municípios e que deve estar funcionando nas principais cidades do interior até o final do ano.

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