Sistema agiliza pagamentos
A gestão plena do setor de saúde, concedida ao Paraná pelo ministro da Saúde, José Serra, no início do mês, vai possibilitar que o Estado agilize o pagamento a seus fornecedores, tornando os serviços básicos melhores e diminuindo o tempo de espera por consultas e exames. Isso vai acontecer porque, segundo a diretora de Sistemas de Saúde da Secretaria Estadual da Saúde, Márcia Huçulak, o governo passa a ter controle também na contratação das empresas que prestarão serviços para a rede estadual, que conta com 529 hospitais, onde são feitas 45 mil internações por mês.
Com a mudança, o Estado deve receber aproximadamente R$ 742 milhões para o setor. Os recursos que serão repassados ao Estado virão através do Piso de Atenção Básica (R$ 153 milhões), Assistência Hospitalar de Média e Alta Complexidade (R$ 83 milhões) e mais o teto livre de R$ 506 milhões. Além disso, com a iniciativa do Ministério da Saúde de criar o Fundo de Ações Estratégicas, que financia transplantes e seus medicamentos e o incentivo contra a tuberculose, a soma total dos recursos para o Paraná pode chegar a R$ 775 milhões.
Embora a descentralização irá garantir melhores serviços à população, os fornecedores de serviços serão os primeiros beneficiados, pois a antecipação dos pagamentos acontece já no início do ano. Todos os meses, o Estado contrata aproximadamente 1.870 serviços, como exames e consultas.
A melhoria no atendimento à população, segundo a diretora, acontecerá na esteira da satisfação do prestador de serviço, que em vez de receber em 60 dias passará a receber em 30 dias. Além disso, o governo passará a exigir mais das empresas contratadas. Será realizada um auditoria nos serviços, o que possibilitará a adição de exigências para renovação dos contratos.
Instituída pelo Ministério da Saúde, a gestão plena simplifica a liberação dos recursos para o setor. Atualmente, os serviços prestados em um mês só são pagos no início do mês seguinte porque todo o controle sobre o segmento é feito a partir de Brasília.
Até hoje, as faturas de pagamento eram enviadas para o Datasus, que tem sede no Rio de Janeiro e faz o processamento. Depois, os documentos seguiam a Brasília, onde os recursos eram liberados. Qualquer erro no preenchimento das faturas fazia com que os valores demorassem ainda mais para chegar a seu destino. ‘‘Com o sistema funcionando aqui no Paraná, fica mais fácil detectar os eventuais erros e evitar que os fornecedores de serviços fiquem sem receber’’, aponta a diretora.

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