Curitiba - A Secretaria de Estado a Segurança Pública (Sesp) lançou ontem, em Curitiba, um novo sistema de registro de furtos e roubos de carros. Agora, qualquer notificação deste tipo de crime feita à central telefônica 190 da Polícia Militar será repassada, em tempo real, a todas as delegacias do Estado e aos postos da Polícia Rodoviária Estadual. O objetivo da Sesp é agilizar a divulgação dos dados dos veículos roubados para aumentar as chances de recuperação.
Até agora, quando uma pessoa tinha um carro roubado e comunicava o crime pelo 190, as informações eram repassadas apenas para as viaturas da PM. Como o sistema não era interligado, a Polícia Civil, responsável por investigar os crimes, só ficava sabendo do roubo quando a vítima registrava um boletim de ocorrência em uma delegacia. ''Agora, com esse novo sistema de alerta, quando a pessoa liga para o 190 os dados são repassados em tempo real para todo o Estado'', afirma o major Leomir de Mattos, coordenador do projeto que desenvolveu o sistema.
Mattos explica que as informações passadas pela vítima ao 190 serão registradas em uma espécie de pré-boletim de ocorrência. ''Ele, no entanto, não tira a necessidade de a pessoa registrar um B.O. em uma delegacia. Isso deve ser feito dentro de 24 horas depois da comunicação pelo 190'', diz o major. Ele conta ainda que, com o novo sistema, assim que o B.O. for registrado, todos as informações administrativas do veículo serão imediatamente bloqueados no banco de dados do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran). ''Isso pode evitar que o criminoso negocie o carro roubado'', diz Mattos. Além de espalhar o alerta de furto ou roubo por todo o Paraná, o sistema implantado pela Sesp também vai distribuir as informações em tempo real para outros Estados.
O objetivo do sistema, segundo Mattos, é tentar diminuir os índices de furtos e roubos de veículos no Paraná. Números que já vem caindo em Curitiba, pelo menos nos dados divulgados pela Sesp. De acordo com a secretaria, em 1991, quando a frota da Capital era de 467 mil veículos, a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) registrava uma média de 22 casos por dia. Em 2006, com uma frota que quase um milhão de carros, a média caiu para 18 por dia.

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