'Sinto a cabeça meio confusa'
Durante a noite o grupo ainda realizou navegação terrestre noturna e teve que localizar um dos integrantes numa árvore - foi uma simulação de resgate de vítima. Para o estudante João Luzardo Júnior, 30, a experiência de vivenciar na prática o que havia aprendido na teoria foi válida. ''Precisamos conhecer as prioridades no momento de um desastre. Primeiro temos que conseguir abrigo, depois alimento e então saber como providenciar fogo. Tudo isso é importante para que o grupo consiga se manter até a chegada do resgate'', disse.
Já o estudante Emerson Hajimu Hatanaka, 20, o treino foi bem desgastante. ''Sinto a cabeça meio confusa, acho que é por falta de comer. A atividade dentro da barraca com fumaça também foi bem difícil. Apesar de tudo, acho importante tudo isso.''
''Um acidente aeronáutico coloca a pessoa num situação de pânico e tudo aquilo que for feito poder agravar ainda mais a situação do grupo. O comandante precisa ter o controle para saber prevenir e orientar todos os envolvidos'', disse o coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da Unopar, coronel Humberto Sérgio Cavalcante Marcolino.
Segundo ele, o curso já tem dez anos de existência e desde o início realiza o treino de sobrevivência na selva. ''Alguns alunos não puderam vir desta vez, mas já está agendado para vir com a próxima turma que deve passar pela mesma atividade daqui a seis meses'', disse. (F.B.)





