Sinep alerta para escolas irregulares
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
Carolina Avansini
Reportagem Local
Com a proximidade do período de matrículas, o Sindicato das Escolas Particulares do Norte do Paraná (Sinepe/NPR) está alertando os pais para a proliferação de escolas irregulares principalmente de educação infantil em Londrina. Responsável pela campanha Escola Legal desde 2000, a entidade divulga os critérios que devem ser levados em conta na hora da escolha da instituição de ensino.
De acordo com Marco Antônio de Souza, presidente do sindicato, o primeiro cuidado é verificar se a escola está regularizada, com autorização de funcionamento expedida pelo Núcleo Regional de Educação (no caso de ensino fundamental e médio) ou secretaria municipal de Educação (no caso das pré-escolas).
Além disso, os pais devem observar as autorizações da vigilância sanitária e Corpo de Bombeiros, além de exigir que os profissionais responsáveis pelas turmas tenham nível superior. Os alvarás devem estar acessíveis e ser mostrados aos pais se estes solicitarem. A escola que se nega a mostrar deve ser denunciada ao Núcleo, à secretaria municipal de Educação ou mesmo ao sindicato, que encaminha as denúncias, afirmou.
Proposta pedagógica fundamentada teoricamente, estrutura geral de funcionamento administrativo-pedagógico, formação continuada de professores e educadores, organização física dos espaços escolares e estabelecimento de parâmetros curriculares são outros critérios de avaliação.
A maior incidência de irregularidades, segundo Souza, é entre escolas de educação infantil, que não exigem documentação de transferência para matricular novos alunos. O presidente do Sinepe enfatizou que donos de escolas interessados em regularizar a situação de seus estabelecimentos devem buscar orientação no sindicato. Nossa função é organizar, e não fechar escolas, afirmou.
A proximidade da residência e as referências de conhecidos que já tinham filhos na escola onde atualmente estuda Luis Gustavo, 6 anos, foram os critérios que pautaram a escolha dos pais do garoto pelo estabelecimento. Moramos em um prédio próximo. Como muitos vizinhos tinham filhos na escola e falaram bem do lugar, decidimos matricular o Luis Gustavo, contou o médico Carlos Augusto Pardo Calvo, pai do pequeno estudante, que confirmou a escolha após visitar o estabelecimento e aprovar as instalações físicas.


