Sinduscon sugere fracionamento de processos
Uma série de mudanças administrativas seria suficiente para ''proteger'' as construtoras de Londrina e reduzir o risco de paralisação parcial ou abandono de obras públicas. As principais alterações sugeridas pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon) são o fracionamento das empreitadas, fiscalização da execução e o aprimoramento da lei de licitações.
Para o presidente da entidade, Junker de Assis Grassioto, a defesa dos interesses locais pode garantir o desenvolvimento das empresas e, consequentemente, da cidade. Fortalecer o setor, na opinião dele, significa aumentar o nível de emprego e a capacidade de crescimento e desenvolvimento tecnológico.
As firmas pequenas e médias da cidade teriam mais chance de vencer licitações se os processos fossem fracionados. Uma obra de grande porte poderia ser subdividida e entregue às construtoras locais, que ganhariam então maior oportunidade para crescer e gerar empregos.
A fiscalização do processo de contratação e execução das obras também é importante. Com exigências simples, como capital e currículo compatível com o porte da obra, muitas empresas já podem ser eliminadas. E, para isso, o órgão público precisa ter um corpo técnico qualificado para avaliar projetos e empresas.
Outra sugestão de Grassioto faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) lançado pelo Governo Lula. Trata-se da mudança do sistema de concorrência. Hoje, o menor preço é o único fator competitivo. O novo projeto prevê que a escolha da vencedora se dará a partir de uma avaliação do preço e da capacidade da empresa de cumprir o contrato.
''A sociedade não quer que a empresa faça a obra e perca dinheiro. Quer que seja feita a um preço justo e com qualidade. E se a construtora tem lucro, vai movimentar a economia e gerar mais tecnologia para a cidade'', resume. (F.R.F.)





