A incorporação da Coordenadoria Especial da Mulher à secretaria de Ação Social faz parte da proposta feita à prefeitura pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) para redução de gastos. Pelo estudo feito pelo Sindserv, a prefeitura poderia economizar R$ 736.256,11 mensalmente se aceitasse as mudanças propostas. O documento foi entregue na terça-feira ao prefeito Antonio Belinati.
O presidente do Sindserv, Gláudio Renato de Lima, afirma que a Coordenadoria Especial da Mulher não deixaria de existir. ‘‘Apesar do alarde feito, a idéia jamais foi de acabar com o serviço’’, ressalta. ‘‘Sabemos da importância do trabalho’’. Ele explica que o fechamento do Centro de Atendimento à Mulher (CAM) não faz parte da proposta. ‘‘De nada adiantaria fechar o CAM e continuar com a Coordenadoria na Prefeitura só para manter a aparência’’.
A coordenadora especial da mulher, Cleide Camargo, acredita que a posição do Sindserv com relação à Coordenadoria está ‘‘equivocada’’. Ela argumenta que a Coordenadoria gastou 0,17% do orçamento do município até setembro do ano passado. ‘‘Isso não é enxugamento porque esta deve ser a Secretaria que menos gasta’’, afirma. A incorporação da Coordenadoria à Ação Social, na opinião de Cleide, não funcionaria devido ao volume de subprogramas desenvolvidos.



Sindicato sugere
fundir Ação Social
e Coordenadoria
da Mulher


Entre as medidas administrativas propostas pelo Sindserv está a centralização dos departamentos jurídicos, de licitação, de imprensa, de contabilidade e de recursos humanos das autarquias. A centralização significaria aproveitamento de pessoal. A justificativa é que a medida geraria troca de experiências, padronizaria procedimentos e facilitaria o gerenciamento.
O estudo propõe também que setores com atividades semelhantes ou complementares sejam agrupados. Assim, a Autarquia dos Serviços de Pavimentação de Londrina (Pavilon) e Autarquia Municipal de Ambiente (AMA) seriam absorvidos pela secretaria de Obras. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) e a Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) se fundiriam.
A idéia no caso do Estádio do Café, Moringão e Autódromo é que se faça uma parceria com a iniciativa privada, já que os três organismos não representam lucro social. ‘‘A prefeitura poderia ceder os funcionários e os empresários fariam a manutenção’’, sugere Lima. O Sindserv propõe ainda redução nos gastos com serviços de terceiros e encargos.
Lima ressalta ainda a importância do fim do clientelismo e da não concessão de isenções de impostos. Ele diz ainda que a mesma proposta foi apresentada ao ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida, em abril de 96. O secretário de Fazenda, Luís César Guedes, afirma que o documento do Sindserv está sendo analisado para saber a viabilidade. ‘‘Quem tiver sugestões para reduzirmos gastos pode enviar que serão bem- vindas.’’

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