Síndrome do coração partido
Pesquisas apontam que o risco de morte de pacientes infartados aumenta de duas a sete vezes caso o paciente esteja em estado depressivo. ''O quadro depressivo interfere diretamente nas doenças do coração, principalmente no enfarto, mas nos pacientes com hipertensão e arritmias este fator é ainda mais evidente'', explicou o cardiologista Laercio Uemura, acrescentando que existe uma associação considerável entre o estresse e o quadro depressivo.
''Tristeza, diminuição do interesse pelas coisas, irritabilidade, estas são características dos quadros depressivos. Alguns estudos mostram que os pacientes infartados com depressão grave apresentam sintomas mais acentuados relacionados a problemas do aparelho cardiovascular'', disse o especialista.
Segundo o médico, isso acontece porque pessoas depressivas geralmente têm uma menor aderência ao tratamento, não tomam os medicamentos corretamente e em geral têm estilo de vida sedentário e sem controle da alimentação. ''Identificamos alterações do ponto de vista patológico, com alterações de coagulação que faz com que tenham mais propensão ao enfarto e a angina.''
Uma das doenças associadas ao estresse, a Síndrome do Coração Partido atinge em 85% das vezes mulheres com mais de 60 anos. ''Está muito relacionada a perdas familiares ou a notícia de uma doença grave na família'', disse. Ele explicou que a situação simula um enfarto. ''O sintoma principal é a dor no peito. Apesar de desencadeada pelo estresse esta síndrome pode levar à morte em alguns casos'', disse Uemura, acrescentando que na maioria das vezes a situação é transitória.
Uemura alertou que o consumo de vegetais e a prática de atividades físicas são fatores positivos que ajudam no combate às doenças coronarianas. ''É ideal que se façam avaliações periódicas com o cardiologista. O médico identifica se a pessoa está em quadro depressivo, de estresse ou se ela já apresenta problemas cardíacos dá uma atenção especial para cada caso.'' (M.A.)





