O Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (Sindiserv) também é contra a contratação, pela Frente de Trabalho, de profissionais para serviços qualificados. ‘‘Este tipo de serviço é permanente. Não existe justificativa para a prefeitura não criar os cargos e contratar os aprovados nos concursos’’, defende o presidente da entidade, Gláudio Renato de Lima.
O sindicato, informa, já entrou com pedido junto ao Ministério Público para abertura de ação contra a prefeitura, pedindo a extinção da Frente de Trabalho. Criada há 12 anos - afirma o sindicalista - a Frente se tornou uma válvula de escape ‘‘cômoda’’ para a prefeitura. ‘‘A prefeitura não recolhe encargos sociais para esses contratados.’’ Segundo o sindicato, há 1.809 pessoas na Frente de Trabalho.
Lima acredita que além da economia, a prefeitura não cria novos cargos para não sofrer desgaste político. Ele cita como exemplo a polêmica gerada pelo projeto do então prefeito Luiz Eduardo Cheida (PT), criando 800 novos cargos na área de saúde e educação. ‘‘Toda comunidade reclamou. Parece que as pessoas não entendem que a cidade cresce continuamente e que os setores da prefeitura precisam crescer também.’’ (C.B)

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