Além de reajuste salarial, o Sindicato dos Policiais Civis de Londrina (Sindipol) realizou assembléia geral ontem para discutir também questões relativas às condições de trabalho da categoria. As reivindicações aprovadas serão encaminhadas para o Governo do Estado. Mesmo considerando que há espaço para negociação, o Sindipol não descartava, antes da assembléia, a possibilidade de aprovar um indicativo de paralisação. Até o fechamento desta edição, a assembléia não havia terminado.
Os policiais reclamam que estão há oito anos sem reajuste salarial, trabalhando pressionados pela falta de efetivo e pelos desvios de função, como por exemplo a incumbência de fazer a guarda de presos nos distritos. De acordo com o Sindipol, o salário base para escrivães e investigadores gira em torno de R$ 630,00. Mas o maior problema nem seria o arrocho salarial. ''O problema crônico hoje da Polícia Civil é a falta de efetivo que reflete nas condições de trabalho'', observou o presidente do Sindipol, Ademilson Antônio Alves Batista.
Com isso, lamentou o sindicalista, investigadores que deveriam estar nas ruas trabalhando na investigação dos crimes ficam ''presos'' nos distritos, cuidando da segurança da carceragem. E essa função é arriscada tanto para os próprios policiais como para a comunidade pois, segundo Batista, o trabalho muitas vezes é feito por apenas um investigador por turno em cada distrito policial, que cumpre a tarefa de cuidar das dezenas de presos provisórios encarcerados.
Ele adiantou que deverá ser encaminhado para o Governo uma solicitação para abertura imediata de concurso público para ingresso na Polícia Civil. De acordo com o Sindipol, existem atualmente no Paraná cerca de 3.200 policiais civis, número considerado insuficiente.
Além de melhorias nas condições de trabalho, os policiais civis também pedem a regulamentação do artigo 38 da Lei Complementar 89/2001, que prevê a necessidade de graduação superior para ingresso nos quadros da Polícia Civil no Estado. Conforme o presidente do Sindipol, a lei já estaria tramitando há anos mas até agora não saiu do papel. Ela beneficiaria, essencialmente, escrivães, investigadores e papiloscopistas.

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