Hélio Luiz Seidel, presidente da base para Paraná e Santa Catarina do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro), voltou a insitir ontem que o funcionário responsável por supervisionar o duto da Repar em que ocorreu o vazamento de óleo só se esqueceu de abrir a válvula porque estaria com sobrecarga de trabalho.
Nos últimos dez anos, a refinaria reduziu seu número de empregados em mais de 50% – de 1,2 mil para os atuais 586. As equipes de controle ambiental eram compostas de cinco grupos de sete pessoas. O número de pessoas por grupo caiu para dois. O posto de controle no local do acidente foi desativado há dois anos.
‘‘Ele (o funcionário) está muito consternado. Aquele foi um dia atípico, com duas paradas de emergência e, quando ocorreu o vazamento, ele estava exercendo outras tarefas’’, afirmou Seidel. Nem o Sindipetro e nem a Petrobras divulgaram o nome desse empregado, que trabalha na refinaria há 16 anos, e continua em atividade.
Na opinião de Seidel, a principal causa do acidente não foi a falha humana, e sim o não-funcionamento do sistema de segurança. Segundo ele, há três sensores, que medem níveis crescentes de pressão nos dutos, e nenhum deles acionou o desvio do óleo para o tanque alternativo. ‘‘Foi falha técnica. O trabalhador é experiente e especializado’’, afirmou.
O ministro Rodolpho Tourinho questionou a posição do sindicato e disse não concordar com a afirmação de que falta funcionários na refinaria. ‘‘É uma visão corporativista do sindicato. A Petrobras opera dentro de padrões internacionais para refinarias.’’ (V.D.)

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