O síndico de um prédio da área central de Londrina cansou de esperar por providências do poder público e resolveu agir por conta própria. Diante da dificuldade de entrar com o carro na garagem do edifício, por causa de elevação provocada na capa asfáltica e parte da sarjeta pelo intenso tráfego de ônibus, ele contratou alguns homens para quebrá-la.
O edifício administrado por Eduardo Tomasetti fica na Rua Professor João Cândido, entre a Rua Pará e a Rua Goiás, onde há canaleta exclusiva para ônibus. O síndico conta que solicitou à Secretaria de Obras que o problema fosse resolvido, mas depois de uma semana nenhuma providência foi tomada. ''O carro já não estava entrando direito e naquele trecho é muito perigoso.''
O diretor de pavimentação da secretaria, Cláudio Mucin, destacou que o comerciante não será responsabilizado por quebrar o asfalto, que já estava danificado, mas ressaltou que se ele deixar um buraco e eventualmente acontecer algum acidente em função disso ou por pedras soltas, ele poderá responder pelo problema. Mucin admitiu que o tráfego pesado provocou a deformação e explicou que a estrutura do pavimento de vários trechos do centro da cidade foi feita na década de 50 e não foi dimensionada para suportar tamanho volume de veículos. Ele concordou que a melhor solução seria refazê-la e eventualmente até substituir o asfalto por concreto, mas não há recursos para isso.

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