O síndico do Residencial Tietê, na Vila Nova (área central de Londrina), Orlando Merlo, disse que não tinha autorização da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) para realizar o corte de árvores, feito anteontem nos jardins do condomínio. Merlo explicou que desconhecia a lei municipal que exige autorização da AMA para se cortar árvores em áreas internas. Os funcionários da AMA notificaram o condomínio, que terá sete dias para apresentar defesa.
O corte de 14 árvores de várias espécies diferentes, entre elas sibipiruna, revoltou alguns condôminos, que denunciaram o caso à AMA e à imprensa. Segundo Merlo, as árvores, todas adultas, estavam colocando em risco a infra-estrutura do condomínio, que tem seis blocos de prédios. Ele acha que a maioria das árvores estava ‘‘condenada’’, mas não chamou nenhum agrônomo para avaliar. ‘‘Algumas árvores estavam quebrando o telhado das garagens e o piso. Outras tiravam a ventilação, por serem muito altas. Vários moradores também reclamavam da sujeira das folhas’’, justificou Merlo.
Ele disse que optou pelo corte principalmente por razões de segurança. ‘‘Os vigias noturnos viam constantemente pessoas tentando subir nos galhos das árvores próximas ao muro.’’ Ele disse que já está providenciando a defesa. Crimes ambientais em área urbana são passíveis de multa, que varia de acordo com a espécie da árvore, podendo chegar a até R$ 20 mil.

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