Curitiba Para cada vigilante qualificado e regularizado, existem três na ilegalidade. Só em Curitiba e Região Metropolitana, 103 empresas de segurança privada funcionam na clandestinidade, enquanto que no Paraná, o número de empresas credenciadas somam apenas 79. Os números foram divulgados na manhã de ontem, durante audiência pública na Assembléia Legislativa. O objetivo foi alertar a população sobre os riscos que está sujeita ao contratar vigilância pessoal ou patrimonial clandestina.
Na ocasião, foram discutidas as lacunas existentes na legislação que regulamenta o setor, visando alterações no que diz respeito, por exemplo, às licitações em órgãos públicos e alarmes monitorados, e mesmo especificar quem deve fazer segurança em shows e eventos de grande porpara tornar mais rigorosa legislação
O setor que movimenta cerca de R$ 11 bilhões por ano no Brasil ganhou representatividade na audiência com os sindicatos de Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância de Curitiba e Região (Seesvc) e das Empresas de Segurança do Paraná. A mesa ainda foi composta pelo delegado regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk, e pelo superintendente regional da Polícia Federal, Jaber Makul, sendo este último órgão, o responsável pelo credenciamento e fiscalização das empresas de segurança privada.
''Fiscalizar compete à Polícia Federal e fazemos bem feito. A lista (das empresas clandestinas) que nos repassaram já tínhamos notificados todas. O problema é que a legislação é antiga e requer melhorias e adaptação. Ela dá margem a confusões por não haver ferramentas suficientes para apenar os clandestinos'', justifica Makul. Outro problema seria a carência de agentes da PF para fiscalizar as empresas são apenas quatro para Curitiba e RMC. ''Precisamos aumentar o efetivo. Existem, inclusive, órgãos públicos que contratam clandestinos e insistem nisso. Já foram instaurados inquéritos e indiciados por desobediência'', informou.
No entanto, a advogada das empresas de segurança privada do Paraná, Celita Oliveira Sousa, lembra que o setor paga altas taxas que resultam num fundo de R$ 30 milhões por ano para fomentar a fiscalização da Polícia Federal. ''É um problema do Estado. Nós fazemos nossa parte'', disse Celita.
De acordo com a deputada Clair Flora Martins (PT), que presidiu a mesa, as alterações sugeridas pelo segmento serão usadas para produzir um novo texto para legislação e ainda será marcada uma audiência nacional para discutir o assunto e aperfeiçoar o sistema, além de uma proposta de uma campanha para conscientizar a população. Também ficou a sugestão da Polícia Federal fazer uma fiscalização ostensiva, como aconteceu recentemente em Santa Catarina.

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