Marcos NegriniTrabalhadores promovem dia de lazer e de protesto na câmpus da UEMCerca de 1.500 trabalhores e suas famílias participaram ontem de um dia de lazer e de protesto no câmpus da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em homenagem ao Dia do Trabalho. O movimento foi organizado por 15 sindicatos locais, Pastoral Operária e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Durante todo o dia, os trabalhadores disputaram partidas de futebol suíço, jogaram truco e bétis e animaram rodas de samba, acompanhadas de cerveja e churrasco. Faixas e cartazes foram fixadas nas cercas dos campos de futebol e em árvores. Uma dupla caipira do MST cantou e tocou músicas dedicadas ao movimento.
Os líderes sindicais formaram pequenos grupos de participantes para falar sobre a luta dos trabalhadores por melhores salários e mais empregos.
‘‘Se o governo está aceitando que o índice de desemprego em São Paulo é de mais de 8%, é porque este índice, na verdade, é muito maior’’, discursou o padre João Caruana, da Pastoral Operária. Ele disse acreditar que as entidades responsáveis pela divulgação dos índices de desemprego estão mentindo.
‘‘Acho que até a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) deveria refletir mais a respeito dos juros escorchantes, 13 vezes mais altos aqui do que no exterior. Só Deus sabe quantas pessoas estão falidas hoje, principalmente da classe média, que parece não entender o problema’’, acrescentou.
Um dos coordenadores regionais do MST no Noroeste do Estado, Paulo de Marchi, adiantou que até o final do ano o movimento promoverá novas invasões em todo o Paraná. ‘‘A tendência é o número de invasões aumentar daqui para a frente. É a única maneira que temos de pressionar o governo para fazer a reforma agrária’’.
Ele informou que na Região Noroeste existem hoje 28 acampamentos de sem-terra e em todo o Estado cerca de 100 acampamentos.

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