Curitiba - A integração das polícias Civil e Militar não existe no Paraná, segundo os dirigentes da Adepol e Sidepol. Para os delegados Fauze Salmen e Valéria Padovani de Souza, a divulgação nacional da Central de Polícia como um exemplo de integração das duas corporações não passou de uma jogada de marketing.
''Sabemos que na prática a integração não existe no Paraná, a não ser no papel e na mídia'', disse a delegada Valéria Padovani. O apoio ao projeto de unificação das polícias no Paraná é o primeiro item da Carta do Paraná, que sugere ainda que a Adepol e o Sidepol indiquem os representantes das comissões para trabalhar na implementação da nova polícia estadual. A delegada explica que a proposta seria ter uma só corporação, de natureza civil, de comando único e diretrizes uniformes, mas mantendo-se uma polícia judiciária e outra ostensiva e preventiva, esta uniformizada.
Os delegados recomendaram ao governador que retire todos os presos das delegacias, mantendo os policiais civis dentro de suas funções constitucionais de apuração dos crimes. No documento, eles propõem ainda a solução de conflitos de atribuições na área investigativa, como é o caso da atuação da P2, que teria a função de investigar questões internas da PM, na Promotoria de Investigações Criminais.
Outra sugestão dos delegados é de que o Departamento Penitenciário se desvincule da pasta da Secretaria de Segurança Pública, voltando a ser ligada somente à Secretaria da Justiça, unificadas no atual governo. De acordo com o delegado Fauze Salmen isso evitaria o desvio de recursos do Plano de Segurança Nacional para outras finalidades.

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