Depois de participar do curso de garçom na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) e cumprir a pena, os internos vão enfrentar desafio já conhecido por muitos desempregados: a busca por uma vaga no mercado de trabalho. ''O objetivo de estarmos patrocinando este curso é o de abrir portas para que o ex-presidiário possa reconstruir sua vida. Pretendemos mostrar ao associado a importância de se dar oportunidade a essas pessoas'', afirma o vice-presidente do sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares, Alzir Bocchi.
Segundo ele, os alunos que participarem do curso na penitenciária vão receber um aval do sindicato. ''Queremos que o egresso encontre sua vaga de emprego para evitar que ele acabe voltando para a criminalidade.''
Os donos de os restaurantes ouvidos pela Folha dizem não ver problemas em contratar ex-presidiários. Desde que eles preencham os pré-requisitos necessários. Apesar disso, o sindicato pretende fazer um trabalho de conscientização com seus associados.
E o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro e similares de Londrina, Francisco Pereira dos Santos, acredita que as vagas de emprego podem não aparecer com tanta facilidade. ''Os empresários do setor devem dar chance aos egressos que participarem do programa. Mesmo que seja apenas como experiência. Quem sabe dá certo'', afirma Santos.
De acordo com o presidente, esta é uma área que sempre oferece trabalho. ''Representamos um mercado rotativo, no qual não falta emprego'', completa. O salário de um garçom gira entre R$ 400,00 e R$ 500,00. (R.N.)

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