O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Jacarezinho e região está mobilizando cerca de 150 funcionários que foram demitidos do frigorífico Rio Vermelho a não aceitar o acordo proposto pela empresa na Junta Regional do Trabalho. O presidente da entidade, Vanderlei Gomes de Resende, afirma que o frigorífico orientou os funcionários a fazer o acordo, abrindo mão de horas-extras não recebidas, multa rescisória e outros direitos contidos no acordo coletivo de trabalho.
‘‘Estão querendo que os funcionários fiquem sem opção de negociar na Justiça qualquer revindicação. Como o frigorífico está sendo vendido para outro grupo, condicionam a recontratação do funcionário a aceitar este acordo’’, denuncia Resende. O frigorífico funcionou por 16 meses, mas o sindicato afirma que nos dois primeiros meses os funcionários trabalharam sem registro em carteira.
Segundo o sindicalista, os trabalhadores foram dispensados no dia 16 e somente agora o frigorífico está pagando os dias trabalhados, sem nenhum acréscimo. ‘‘Estamos orientando os trabalhadores para que não aceitem este acordo. Vamos entrar na Justiça com ação cautelar e garantir ações individuais a todos os trabalhadores’’, comentou.
O advogado do frigorífico Rio Vermelho, Jaziel Godinho de Morais, declarou ontem que a empresa ainda não decidiu a forma de rescisão e o pagamento dos direitos trabalhistas. ‘‘Estamos aconselhando os funcionários para procurar a Justiça do Trabalho caso queiram receber imediatamente. Mas se for possível, que eles aguardem alguns dias, pois o frigorífico está levantando recursos para pagar todos’’, informou.
Segundo Morais, o frigorífico não tem dinheiro em caixa para fazer os acertos imediatamente. Ele disse ainda que a empresa está sendo vendida para outro grupo, mas ainda não foram acertados os valores. ‘‘O outro grupo também não definiu o que irá fazer com estes funcionários. A empresa irá quitar a rescisão, mas os funcionários terão que ter paciência por mais alguns dias’’, afirmou.

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