Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
O presidente do Sindicato dos Condutores de Veículos de Maringá, Ronaldo José da Silva, que congrega a categoria de motoristas e cobradores de transporte coletivo, está preocupado com as demissões que a implantação de catracas eletrônicas nos ônibus urbanos pode provocar. O novo sistema já começou a ser instalado nos veículos pela Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC), empresa concessionária do transporte coletivo, e deve entrar em operação em 30 dias.
Apesar do temor do sindicato e da falta de informações sobre o novo sistema entre os usuários, o diretor da TCCC, Roberto Jacomelli, garantiu ontem à Folha que a empresa não irá demitir cobradores. ‘‘Estamos investindo no treinamento e reciclagem deste pessoal’’, afirmou. Dos 700 funcionários da TCCC, cerca de 240 atuam na cobrança.
As catracas eletrônicas com o uso de cartões irão substituir o sistema de cobrança de passagens. Projeto da TCCC inclui ainda o fim do terminal de passageiros. Jacomelli afirmou que nos próximos dias haverá uma campanha de esclarecimento sobre o sistema.
Segundo Silva, em resposta a um ofício, a TCCC disse que os cobradores irão trabalhar na orientação ao usuário. ‘‘Mas há uma tendência natural de que isso acabe e a empresa não absorva a mão-de-obra’’, disse o presidente do sindicato.
A vereadora Aparecida Fabiana Correa (PT), que apresentou um projeto de lei para impedir demissões, disse que não ‘‘vê perspectivas’’ na aprovação. O projeto está parado desde junho na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara que espera do Executivo um parecer técnico. ‘‘Acho que não vai ser aprovado, mas estou fazendo o meu papel’’.

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