O frentista Paulo José dos Santos, que mora no Jardim Califórnia (Zona Leste), precisou cruza quase toda a cidade para levar o filho até a Delegacia Regional de Trabalho (DRT), na Avenida Rio Branco (Zona Oeste). Paulo Fernando, de 17 anos, queria tirar a carteira profissional para começar a trabalhar. ''Estou na fila há uns vinte minutos. Não é muito tempo, mas só pude vir porque estou de licença médica'', contou o frentista.
O que Santos não sabe - como muitas outras pessoas - é que o documento pretendido pelo filho também pode ser retirado no Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Londrina, sediado no centro da cidade (veja o endereço no quadro). Um lugar melhor localizado, onde as filas são bem menores e que, na prática, emite a carteira com a mesma agilidade da DRT.
A emissão do documento pelo sindicato é possível graças a um convênio firmado com o Ministério do Trabalho, e a rapidez no atendimento é garantida, até mesmo pela diferença entre o volume de documentos solicitados nos dois organismos. Enquanto a DRT emite entre 80 e 90 carteiras por dia, o sindicato é procurado somente por 20 trabalhadores diariamente. ''Nos períodos de final de ano, a procura é ainda maior. Chegamos a atender 117 solicitações por dia em janeiro, somente de Londrina'', conta o sub-delegado da DRT, Dorival Silvestre Arantes.
Outra grande diferença está no horário de atendimento. Segundo o auxiliar de escritório do sindicato, Wanderley Robson do Nascimento, a DRT recebe os interessados em retirar a carteira de trabalho somente no período da manhã. ''Já no sindicato, todo o horário comercial está disponível'', afirma.
Os procedimentos para a formalização do pedido no sindicato e na DRT são praticamente iguais. ''O trabalhador só precisa trazer os documentos pessoais, um comprovante de residência e uma foto 3x4'', explica Nascimento. O documento é emitido gratuitamente e a única diferença, segundo ele, é que, via sindicato, o interessado vai precisar fazer uma visita à qualquer agência da Caixa Econônica Federal. ''É necessário para que o solicitante pegue o extrato do PIS no banco, que entrega o papel na mesma hora. Não podemos fazer pelo sindicato pois não temos linha direta com o ministério, como é o caso da DRT'', avisa.
Depois de entregues todas as informações necessárias, o documento chega às mãos do solicitante em no máximo cinco dias, tanto pela DRT quanto pelo sindicato, que, daqui para frente, vai passar a ser a opção de Paulo dos Santos, para o caso de precisar retirar novamente o documento. ''Se eu precisar de uma nova carteira de trabalho, com certeza vou no Sindicato. É mais perto'', conclui.

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