Sindicato recorrerá da decisão do TJ
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sexta-feira, 29 de abril de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná (Sindipar) irá recorrer da decisão do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. O TJ suspendeu a liminar da 1 Vara da Fazenda Pública, que determinava à Prefeitura de Curitiba dar continuidade à coleta e destinação dos resíduos infectantes. Os serviços foram suspensos na quarta-feira, coincidindo com o fechamento definitivo da vala séptica que recebia os resíduos da Capital e de 14 municípios da Região Metropolitana.
O entendimento da advogada do Sindipar, Maria Solange Marecki Pio Vieira, é de que o presidente do TJ, desembargador Tadeu Marino Loyola Costa, não considerou o prazo de 30 de junho, estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que os geradores passem a se responsabilizar pelo gerenciamento dos resíduos. Para ela, a decisão também não levou em conta que o município tem dotação orçamentária para atender, este ano, os estabelecimentos particulares.
O presidente da Federação dos Hospitais do Paraná (Fehospar), Francisco Schiavon, disse que a entidade está se esforçando para administrar a situação e atender a decisão do TJ, mas não esclareceu se os estabelecimentos providenciaram a contratação de empresas especializadas para a destinação dos resíduos. ''O foco dos hospitais e clínicas é o atendimento aos pacientes, não tratar lixo hospitalar.''
A reportagem apurou que três dos maiores hospitais de Curitiba, que atendem a maioria dos pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), já assumiram o gerenciamento dos resíduos infectantes. O Hospital Pequeno Príncipe contratou a Cavo para realizar a coleta. A enfermeira do Serviço de Controle de Infecções Hospitalares, Ana Paula de Oliveira Pacheco, disse que, com o treinamento dos funcionários e supervisão, a expectativa é de reduzir os cerca de 200 a 250 quilos de resíduos recolhidos diariamente.
O Hospital de Clínicas (HC), que produz entre 700 e 800 quilos de lixo infectante, terá um custo R$ 30 mil por mês, que terão que sair do orçamento destinado à compra de insumos. O HC conseguiu reduzir pela metade o volume de resíduos, orientando as áreas mais críticas na separação correta do material.
O Hospital Erasto Gaertner também contratou a Cavo. O gerente administrativo da Liga Paranaense de Combate ao Câncer, Marcel Weldt, informou que são geradas cerca de três toneladas por mês.


