Sindicato questiona o Farmácia Programada
Especial para a Folha
O programa Farmácia Programada, que deve substituir o Farmácia Básica a partir de agosto deste ano, será questionado pelo Sindsaúde no Conselho Estadual de Saúde. O objetivo do novo programa, segundo o Secretário da Saúde, Armando Raggio, é desburocratizar o processo de compra de medicamentos pelos municípios e dividir os investimentos nas três esferas do poder público. Nós concordamos com a desburocratização, mas não se pode comprar remédios sem licitação antes da análise do Conselho Estadual de Saúde, disse ontem a secretária geral do Sindsaúde, Islami Regina da Silva.
A diretora geral do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), Lore Lamb, disse ontem que além de distribuir custos entre os governos federal, estadual e municipal, a Farmácia Programada vai descentralizar a compra de medicamentos. Segundo ela, este programa não precisa ser aprovado pelo Conselho Estadual de Saúde.
O Programa Farmácia Básica, desativado em dezembro de 1998, fornecia 40 tipos de medicamentos, comprados pelo governo do Estado e distribuídos pelas regionais de saúde aos municípios. Pelo Farmácia Programada, o Consórcio Paraná Medicamentos, fundado no dia 8, será responsável pela compra de até 130 remédios solicitados pelos municípios. O Consórcio poderá negociar preços com os laboratórios porque ele vai comprar em maior quantidade, afirmou a diretora geral do Cemepar.
Até agora, 336 municípios já aderiram ao novo programa. Cada município vai investir R$ 0,50 por habitante/ano na compra de remédios básicos, enquanto o Estado entrará com outros R$ 0,50 e o Ministério da Saúde com R$ 1,00 por habitante/ano. A expectativa é que o governo federal invista R$ 388 mil por mês no programa, enquanto o governo estadual, R$ 247 mil.





