Sindicato quer satélite para coibir assalto
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terça-feira, 25 de agosto de 1998
James Alberti 
O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus (Sindimoc) pretende propor à Urbs e à Prefeitura de Curitiba um projeto para acabar com os assaltos a ônibus e estações-tubo. O presidente do Sindimoc, Denilson Pires, estuda um projeto de uma empresa de São Paulo que vai usar um sistema por satélite para coibir os crimes. O anúncio foi feito ontem, por causa do assalto que feriu o motorista Luiz Rodrigues, 43 anos, e o cobrador Israel de Oliveira, 33 anos.
O assalto aconteceu por volta de 1 hora da madrugada de ontem, no bairro Tatuquara. O motorista dirigia um ônibus da linha Pompéia e teria reagido ao assalto. Um dos assaltantes disparou um tiro que atingiu a cabeça de Rodrigues. A bala está alojada no lado esquerdo do cérebro.
Até ontem à noite, o motoristas estava internado na UTI do Hospital Evangélico e o estado de sáude é considerado grave. O cobrador não foi baleado, mas foi espancado pelos assaltantes e internado no hospital. Os dois assaltantes fugiram, sem levar nenhum centavo.
O presidente do Sindimoc espera que seja aprovado o projeto, que deve ser apresentado às autoridades e aos donos de empresas de ônibus ainda nesta semana. Queríamos achar uma solução para que não ocorra mais os assaltos, disse. Ele se recusou a informar em que consiste o sistema. Disse, porém, que apenas três países do mundo possuem sistemas semelhantes: Espanha, Israel e França.
O sistema vai interligar os motoristas, as empresas, a Urbs e a polícia. A tecnologia teria aparecido como opção depois da morte do cobrador Jeferson de Souza Filho, 21 anos, o segundo neste ano. O primeiro foi Bernardino Alves de Mello, 34 anos, em abril. Pires afirmou que o custo do sistema é menor do que a instalação de cabines à prova de bala. (Colaborou Paulo Grein)


