Sindicato quer que empresa contrate demitidos da TCGL
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terça-feira, 28 de janeiro de 1997
Da Redação 
Paulo WolfgangPropostaBatista: Sindicato pensa na possibilidade de demissão voluntária
O Sindicato dos Rodoviários de Londrina tem certeza de que haverá demissões de funcionários pela empresa Transportes Coletivos Grande Londrina, com a perda de 15% do total das linhas urbanas (10 do total de 73), que passarão a ser atendidas pela Francovig. Para amenizar o problema de motoristas e cobradores, o vice-presidente da entidade, João Batista da Silva, diz que o sindicato pretende se reunir com a direção da permissionária e pedir que dê preferência de aproveitamento aos que forem demitidos pela TCGL.
O sindicato, informa João Batista da Silva, deve propor também à direção da TCGL que abra a possibilidade da demissão voluntária. Ele acredita que há funcionários antigos interessados na liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). E também que a empresa tem interesse em reduzir os gastos com pessoal que recebe valor maior de anuênio.
O sindicalista entende que a permissão das linhas não atende à reivindicação dos moradores da zona sul que, conforme analisa, gostariam de fazer opção entre empresas de transporte coletivo. Nesse ponto terão a frustração porque vão continuar contando com apenas uma. É outro monopólio que surge naquela região.
A TCGL confirma, segundo a sua assessoria de imprensa, que haverá demissões se for concretizado o que prevê o decreto permissionário. O fato de operar 10 linhas a menos na área urbana significa para a empresa um excedente na frota e também funcionários a mais do que o necessário.
A empresa acredita que terá de demitir cerca de 250 do total de 1.250 funcionários. A frota da TCGL é composta por 285 veículos. Ainda de acordo com a assessoria da empresa, a Grande Londrina está analisando se entrará com uma ação judicial contra o decreto permissionário da Prefeitura.
(Luka Morais)


