Sindicato quer mais blitze em ônibus
Sindicato quer mais blitze em ônibus
Ontem, mais três ônibus foram assaltados
em Curitiba, e motoristas e cobradores
exigem mais policiais nos trajetos
Lojista diz que
vigilância melhorou
nos terminais mas
Centro está desprotegido
Israel Reinstein
Mauro Frasson
GuardaNa Praça Rui Barbosa, com grande concentração de pontos de ônibus, policiamento passou a ser ostensivoSó polícia na rua não é o suficiente para baixar a criminalidade na Região Metropolitana de Curitiba. Para cobradores, motoristas e empresários, é necessário a apresentação de um plano específico para acabar com focos de violência. Ontem, três ônibus foram assaltados. Mas a polícia conseguiu prender os criminosos. Acho que mais que isso nem Cristo pode fazer, defendeu-se o major José Paulo Betes, da Comunicação Social da Polícia Militar.
Para o presidente do Sindicato de Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Denilson Pires, o ideal seria o aumento das blitze nos itinerários de ônibus. Pires disse que as pessoas deveriam ser revistadas nos pontos negros da cidade, principalmente perto dos três pontos finais e terminais. Nesses locais é que agem os ladrões, disse.
Para o motorista Airton Bekovia, que faz a linha Centenário, é preciso que haja mais blitze surpresa. No meu itinerário, perto da Vila Godói, acontecem com frequência assaltos, mas nestes dois dias não foram feitas batidas no local, reclamou. Segundo ele, é preciso que se coloque mais policiais à paisana. Conversei com outros motoristas e ninguém tinha levado um policial disfarçado, afirmou.
O major José Paulo Betes disse que a Polícia Militar está fazendo o máximo que pode.Estamos com todo o nosso efetivo possível na rua, sem comprometer a qualidade das ações, afirmou. Ao todo, são 3.605 homens em Curitiba e Região Metropolitana, que estão usando 211 viaturas. Temos um grande número de policiais à paisana, equipes especialmente destinadas para os mini-arrastões e outras que fazem a ronda nos terminais, afirmou. Para ele, este esquema é o adequado para cidade.
No entanto, o presidente da Associação dos Lojistas das Ruas das Flores, Jacques Rigler, critica o esquema da polícia, considerando-o apenas um remendo. Eles ampliam o policiamento nos terminais, mas deixam o Centro da cidade desprotegido, informou. Nos dois dias de operação, ele afirmou que as rondas na região central duraram apenas até as 19 horas. Não se vê nenhum tipo de trabalho preventivo, como a ocupação das guaritas da Rua XV de Novembro ou de policiais em viaturas, reclamou.





