Sindicato quer mais aulas para retirada de CNH
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sábado, 15 de maio de 2004
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
O assessor especial do Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores (CFC) do Paraná, Osmar Marcondes, afirmou ontem que a entidade vai solicitar ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) o aumento no número de horas de aulas teóricas para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo ele, o objetivo é melhorar a qualidade da formação dos motoristas.
Hoje, a retirada da carteira depende de 30 horas de aula teórica. A proposta é aumentar para 45 horas para a habilitação para carro e moto. Os candidatos à carteira de motorista de moto teriam ainda mais seis horas específicas para curso de pilotagem. O mínimo de aulas práticas é de 15 horas. Também vamos propor a criação de escolas de trânsito, que seriam mantidas em sistema de cooperativa por diversos CFCs, revelou. Londrina deverá ganhar duas unidades no prazo de 60 dias. A medida tornaria mais difícil tirar a CNH. A taxa do Departamento Nacional de Trânsito (Detran) atual é de R$ 110. O preço do número mínimo de aulas gira em torno de R$ 400.
Somente nas estradas da região de Londrina, foram registrados em abril 24 mortes e 286 acidentes. No mesmo período do ano passado, as estatísticas ficaram em 13 vítimas fatais e 225 desastres. Para Marcondes, a principal causa de acidentes de trânsito é a imprudência dos motoristas. É uma questão de educação, de formação da personalidade do motorista e do pedestre, que devem se conscientizar a respeitar as leis de trânsito. Isto é de berço, destacou. Ele salientou, no entanto, que cerca de 12 mil candidatos obtém mensalmente a primeira habilitação no Estado. Por isso, temos uma visão animadora da situação. Proporcionalmente, há uma redução no número de acidentes, rebateu.
O assessor especial do Sindicato dos Proprietários de CFCs revelou também que o diretor geral do Detran, Marcelo Almeida, deveria anunciar, ainda ontem, mudanças em artigos da portaria que regulamenta a atuação dos Centros de Formação de Condutores. A medida, segundo Marcondes, deve tornar mais rigorosos os critérios para abertura e manutenção de CFCs. É o que queremos, critérios mais rígidos para atuação dos centros, salientou.


