Representantes de sindicatos de trabalhadores de Londrina estiveram reunidos ontem à tarde com o promotor de Defesa do Consumidor, Leonir Batisti. Eles pediram a interferência do Ministério Público no caso do pedido de aumento de tarifa feito pela Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) à prefeitura.
A empresa protocolou, no início deste mês, junto à Companhia de Urbanização de Londrina (Comurb) um pedido de reajuste na tarifa, mas sem citar números. Atualmente, a tarifa é de R$ 0,75 e em maio a empresa já havia solicitado um reajuste de 32%, que elevaria o valor para R$ 0,90. Na época, o pedido foi negado.
O secretário do Sindicato dos Trabalhadores na Alimentação, Valdecir Ribeiro Mendes, afirma que o reajuste é injusto. Na sua opinião, se o aumento na tarifa for concedido, os trabalhadores também teriam direito a um reajuste de salário na mesma proporção. Ele entregou um documento ao promotor, assinado também pelo Sindicato das Indústrias da Panificação do Norte do Paraná e pela Força Sindical Regional, que representa seis sindicatos de trabalhadores.
Leonir Batisti disse que irá pedir esclarecimentos sobre o caso na prefeitura. A assessoria de imprensa da Comurb informou que a diretora de Operações, Lúcia Brandão, está realizando um estudo nas planilhas de custos e deverá ter um resultado sobre a viabilidade de um reajuste nos próximos 15 dias.

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