O Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol) pretende encaminhar hoje um pedido de providências ao juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Katsujo Nakadomari, e ao delegado-chefe da 10ª Subdivisão da Polícia Civil em Londrina, Sebastião Ramos dos Santos Neto, para que sejam interditadas as carceragens do 4º e do 5º Distritos Policiais de Londrina.
O presidente do Sindipol, Ademilson Alves Batista, destacou que, além da interdição, o documento pede a retirada de todos os presos em razão da estrutura precária das delegacias, da falta de funcionários da Polícia Civil e do acúmulo de função exercido pelos policiais. "Também pedimos providências para o 3º DP (carceragem feminina), que está superlotada. A situação é insustentável. Nas cidades menores da região está um caos. Não há guarda externa, os presos estão amontoados sem chances de recuperação e os policiais estão em risco", frisou.
Batista estima que a retirada de presos das delegacias liberaria, aproximadamente, 30% do efetivo da Polícia Civil para a realização de serviços de investigação. Segundo o sindicato, o efetivo é de, aproximadamente, 5 mil policiais.

Sindicato quer interdição de distritos
Sindicato quer interdição de distritos Sindicato quer interdição de distritos Sindicato quer interdição de distritos Sindicato quer interdição de distritos Sindicato quer interdição de distritos Sindicato quer interdição de distritos Sindicato quer interdição de distritos


O Movimento Nacional de Direitos Humanos do Paraná enviou uma carta à imprensa para cobrar do governo do Estado melhorias no sistema carcerário. O coordenador estadual do movimento, Carlos Henrique Santana, destacou que as denúncias sobre a superlotação dos distritos já haviam sido feitas ao poder público há mais de sete anos. "Já fizemos audiências públicas com entidades e as mesmas propostas continuam vindo do governo do Estado para resolver a questão carcerária. As propostas nós já temos há muito tempo", afirmou.
O documento foi elaborado em conjunto com a Pastoral Carcerária. A carta aponta que as cadeias públicas e distritos policiais têm capacidade para abrigar 4.227 detentos. No entanto, mais de 9 mil pessoas ocupam as vagas. "Não há solução a curto prazo. Só haverá solução se houver o cumprimento das promessas de campanha do governador", defendeu Santana.(V.C.)

mockup