Curitiba - O Sindicato dos Professores no Estado do Paraná (Sinpropar) está propondo a criação de um órgão fiscalizador e controlador dos reajustes das mensalidades escolares, que estariam sendo abusivos. Para endossar a reivindicação, a entidade iniciou, ontem, um manifesto e colheu cerca de 10 mil assinaturas de populares que passavam pela Boca Maldita, no centro de Curitiba.
O presidente do Sinpropar, Sérgio Gonçalves Lima, disse que a proposta e o abaixo-assinado serão encaminhados aos parlamentares que representam o Paraná no Congresso Nacional como tentativa de sensibilizá-los para a necessidade de criar uma legislação específica. Ele lembrou que o Conselho Estadual de Educação já teve uma Comissão de Encargos Educacionais que cumpria esse papel. ''Mas a legislação caducou e as escolas têm reajustado as mensalidades de acordo com seus interesses'', acrescentou.
Lima também denunciou a suposta intenção do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe) de reduzir em 30% os salários de professores do ensino fundamental de 1 a 4 série.
O presidente do Sinepe, José Manoel de Macedo Caron Júnior, afirmou que Lima está criando um fato por se recusar a assinar a convenção coletiva em que teria sido proposta a reposição da inflação e mais 1% de reajuste. ''Não temos problemas de mensalidade com os pais de alunos. Existem leis federais que reajustam as mensalidades e nós temos um acordo com o Procon'', rebateu.
Sobre a redução de salários, Caron Júnior alegou que uma das discussões da convenção coletiva era a criação de pisos diferenciados para os professores do Interior - menos Londrina e Maringá, que têm outra representação. A proposta, no entanto, seria para salários de ingresso e não para quem já está trabalhando, explicou ele.

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