Curitiba - Apesar de não ter autoridade para impor regras às escolas, o Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe) diz que pretende, para o próximo ano, criar um documento contendo orientações aos seus associados para que não haja excessos nos pedidos da lista de material. Para o presidente do Sinepe, Ademar Batista, ''é complicado para o sindicato dizer para a escola o que pode ou não solicitar. Isso porque muitos itens têm justificativa pedagógica. Nossa orientação será sobre aqueles materiais que deveriam fazer parte da planilha própria da escola'', afirma.
Segundo a diretora-geral do Colégio Dom Bosco, de Curitiba, Lucélia Secco, a decisão da administração adquirir a maior parte dos materiais, inclusive cadernos, é porque, em grande quantidade, fica mais barato. ''Cabe a escola, como gestora, administrar o que é de uso coletivo. Não dá para pedir que cada criança leve um pote de tinta vermelha'', exemplifica.
Ainda assim, entre os itens pedidos pelo estabelecimento para as séries de educação infantil, estão um tapete, dois brinquedos e dois livros. De acordo com Lucélia, o tapete é pensado na higiene e segurança das crianças, uma vez que tem uso individual e pode ser antialérgico ou do tecido de escolha dos pais.
Já os livros e jogos, segundo ela, são adicionais aos que a escola oferece, com objetivo maior de formação de valores, ensinando a partilhar e sentido de coletivo. ''Além disso, é opção cultural da família em trazer um brinquedo artesanal ou não, ou escolher uma ou outra história do livro''. (M.R.M.)

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